Violência escolar e gênero

Cecília Ordoñez

Resumo


Neste trabalho analisa-se a violência praticada pelas jovens meninas na escola. Identifica-se os estereótipos construídos acerca da mulher ao longo da história como um ser frágil e passivo. Utiliza-se metodologicamente a pesquisa bibliográfica exploratória sobre as pesquisas realizadas no Brasil no campo da violência nas escolas. Ressalta-se as jovens meninas como protagonistas de atos violentos e sua incorporação do gênero dito masculino. Focaliza-se no cotidiano escolar as jovens meninas que viriam marginalizando os estereótipos através do uso da força para demarcar posição de liderança e poder e para isso incorporam os atributos históricos definidos para o gênero masculino (agressividade, heroísmo, força) porque se considera socialmente coragem, o uso de violências. Assim, as disputas por namorado, as agressões físicas entre meninas e meninas com meninos estão intrinsecamente relacionadas com a demonstração de que não são perdedoras, é a lei do mais forte que constitui o código de conduta, e independentemente do gênero ditado, elas não medem as consequências de seus atos na busca pela legitimação de sua força e honra, é honroso bater, apanhar é ser fraco. Portanto, impera a incorporação dos princípios de masculinidade e de heroísmo que dignifica o forte, aquele que bate, agride e em contrapartida estigmatiza o fraco.

Palavras-chave: educação; violência; gênero.


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