Legislador e intérprete: o papel do professor na construção dos movimentos interculturais na educação

Juliano Bona, José Marcelo Freitas de Luna

Resumo


Discussões referentes às relações interculturais vêm ganhando força no espaço escolar nas últimas décadas. Epistemologia intercultural, metodologias e currículo são algumas das vertentes que se potencializam com estas discussões. Desta forma, o objetivo geral deste artigo é identificar o papel do professor na construção dos movimentos interculturais na educação. Para isso, utilizamos a metodologia de pesquisa bibliográfica, a saber: Bauman, Deleuze e Guattari, Santos, Adorno e Horkheimer, Bauman e Bordoni, Fleuri Candau, Luna. Na análise, resgatamos as histórias de como a diversidade cultural passou a ser observada através de um processo vinculado ao iluminismo e ao processo de racionalização universal, articulado ao processo civilizatório. Neste período, identificamos o papel do professor legislador que encarna e materializa o processo civilizatório. Com o apogeu da pós-modernidade, identificamos que novas demandas suguem, e uma nova rede de poderes se instala; é neste momento que o professor passa a ser considerado intérprete. Alinhado a essa transformação histórica de legislador a intérprete, identificamos como articulado o papel do professor intérprete com os estudos interculturais que circulam na educação.

Palavras-chave: interculturalismo; internacionalização do currículo; professor legislador; professor intérprete.

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