Gestão democrática da escola: Modelo estratégico de desempenho baseado no Balanced Scorecard

Iracema Luzitânia de Freitas Lima, João Antonio Veloso Júnior

Resumo


No presente artigo, pretende-se fornecer inicialmente um momento de inflexão da gestão democrática nas escolas brasileiras, tendo como exemplo o trabalho desenvolvido por Paulo Freire à frente da Secretaria Municipal de Educação da Cidade de São Paulo. Discute-se sucintamente a ideia de planejamento participativo e democrático. Após apresentar uma visão geral do método gerencial Balanced Scorecard, sua gênese e condições de implantação, propõe-se uma adequação do mesmo à escola pública, democrática e popular, uma organização sem fins lucrativos, mas que merece toda atenção para que atinja os objetivos propostos na visão de futuro da comunidade escolar à qual a mesma deve servir. Tal como nas empresas privadas, há um problema permanente de alinhamento estratégico nos serviços públicos. Assim, no caso da gestão democrática da escola é necessário que o Conselho Escolar garanta as condições de execução do planejamento participativo realizado na implantação do Balanced Scorecard, independentemente de quem ocupa a frente da gestão. Outro problema é que no setor público algumas execuções podem encontrar amarras em seu desempenho devido a certas normas legais que ocasionalmente podem por diminuir o poder discricionário do gestor. No entanto, mesmo assim, guardadas as diversas diferenças em relação ao setor privado, o método pode ser utilizado como ferramenta de controle e reestruturação da estratégia. Todavia, pode-se concluir que cada uma das perspectivas a serem consideradas, as estratégias e as metas a serem alcançadas deve ter um nível de ambição diferente daquele que se tem no setor privado.

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