EDUCAÇÃO MATEMÁTICA: ENTRE TRILHAS CURRICULARES

Aline Aparecida Slusarz Guimarães, Carmem Lucia Artioli Rolim, Idemar Vizolli

Resumo


Pensar sobre o contexto escolar é adentrar em um meio que ultrapassa os limites dos portões escolares, cenário erigido por contradições e conflitos, tecido na dinâmica de movimentos culturais, econômicos, políticos e sociais. Com base nessa perspectiva, a presente pesquisa assume abordagem qualitativa, de caráter bibliográfico, com objetivo de refletir sobre as relações de poder articuladas ao currículo de matemática. Tecer considerações sobre os caminhos que compõem o ambiente escolar permite conceber trajetos constituídos por currículos que ordenam e orientam saberes e fazeres, seguindo percursos explícitos ou implícitos, que retratam interesses externos aos processos de ensino. Destarte, mostra-se pertinente questionar certezas e desvelar fatores que afetam o fazer educacional. Ao pensar sobre a educação matemática, percebe-se que é uma importante disciplina para o desenvolvimento dos sujeitos, mas pode ser usada para selecionar e classificar, de modo a atender os padrões estabelecidos pelo mercado de trabalho e os interesses das classes dominantes. Os resultados despertam inquietações acerca da necessidade de avançar no processo de ensino de matemática de modo a romper com a tendência de sua aprendizagem ser privilégio daqueles que detêm o poder.


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