Universidade para todos
Unemat comemora duas décadas de ações afirmativas em seminário de formação coletivo e plural junto as comissões de avaliação da Universidade
Por Hemília Maia
01/04/2025

A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) comemora duas décadas de ações afirmativas em Seminário de formação coletivo e plural, organizado pela Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (Proeg). Na abertura da segunda edição do Seminário de Ações Afirmativas na Educação Superior, realizada na manhã desta terça-feira (1º/04), foram apontados o pioneirismo da Instituição frente à democratização do ensino superior para todos e a importância das universidades públicas brasileiras.

O seminário, que norteia as comissões de avaliação de Heteroidentificação Racial, Avaliação Documental e Biopsicossocial da Condição de Deficiência e de Verificação Étnica-Indígena da Universidade, inovou no discurso das autoridades que precederam suas falas com auto audiodescrição. O exercício foi orientado pela aluna do curso de Jornalismo da Unemat, Débora Camila de Oliveira. “O que importa para nós, que temos deficiência visual, é saber quais são as características pessoais, e não os seus adjetivos. O importante é dizer cor, tipo de cabelo, se tem tatuagem ou não, piercings, etnia, gênero”, ensinou Débora.
A reitora, Vera Maquêa, reforçou que a Unemat, só pela sua distribuição da sua presença no estado de Mato Grosso, no interior do Brasil, já é uma universidade inclusiva e memorou as primeiras ações que tornam pioneira em ações afirmativas. “Todo mundo já sabe, mas é bom lembrar que somos pioneiros em ações afirmativas. No final dos anos 90, a Unemat por meio do projeto das licenciaturas Parceladas, já atendia os povos indígenas da região. Hoje, essa universidade para todos é o sonho que nós declaramos em cada gesto nosso como universidade pública no Brasil”.
Vera Maquêa também afirma que é necessário zelar por estas conquistas. “Volta e meia nos deparamos com pessoas que questionam as ações afirmativas, em defesa da meritocracia. A meritocracia é uma coisa extraordinária, num país onde há igualdade plena, o que não é o nosso caso”.

O diretor de Gestão de Ações Afirmativas, Alexandre Botton, diz que o Seminário concentra todo um percurso de ascensão dos programas de Ações Afirmativas. “A Unemat não é a Universidade que apenas começou, é a universidade que deu continuidade. Celebrar esses 20 anos de Ações Afirmativas é celebrar a história de uma Universidade inclusiva que busca continuamente aperfeiçoar esse processo”.
E dando continuidade ao processo, a pró-reitora de Ensino de Graduação, Nilce Maria, contou que outras representatividades são possíveis de inclusão na política de Ações Afirmativas da Unemat. “Nós estamos conversando com representantes da comunidade quilombola, desde o ano retrasado, para a construção da política aqui na Instituição, o outro grupo é o da comunidade LGBTQIA+. Ainda não terminamos, vamos construir e inovar sempre”, garantiu.

Já a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Áurea Ignácio, disse participar do Seminário com o objetivo de definir uma política de ações afirmativas para a pós-graduação. “Nós estamos formando mestres e doutores em 36 cursos de pós-graduação, 24 de mestrado e 12 de doutorado, nas mais diversas áreas. Recentemente, a Capes publicou uma instrução normativa para a definição de políticas afirmativas na pós-graduação. A gente já faz isso, de forma vocativa temos uma postura de inclusão na pós, onde temos vários alunos indígenas, quilombolas, negros, estrangeiros dos mais variados países, não só da Europa, como também da relação Sul-Sul. Mas, é necessário e queremos institucionalizar como uma política”.

A assessora de Gestão de Políticas Educacionais da Proeg, Antonia Alves Pereira, explica que a formação promovida durante o seminário é uma ação permanente. “Essa formação que acontece hoje vai se multiplicando nos momentos de encontro nos campos e depois, quando a gente precisa utilizar esses conhecimentos. Esse encontro busca formar as comissões que olharão especificamente as avaliações de ingresso com o intuito de evitar fraudes e contribuir com o desenvolvimento da nossa universidade para ela ser mais diversa, mais inclusiva, mais plural e mais equitativa”.
As comissões de avaliação da Unemat, atualmente, são compostas por mais de 60 membros, representantes de todos os câmpus da Universidade. As comissões chegam avaliar 4 mil candidatos inscritos em cada processo de seleção dos vestibulares da Instituição.

A abertura do evento, transmitida pelo Youtube, contou com a presença de membros das Comissões de Heteroidentificação Racial, de Avaliação Documental e Biopsicossocial da Condição de Deficiência e de Verificação Étnica-Indígena. O evento segue até amanhã (02/04), no auditório da Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público (Faespe), em Cáceres.
A mesa de autoridades foi composta pela reitora, Vera Maquêa; as pró-reitoras de Ensino de Graduação, Nilce Maria, e de Pesquisa e Pós-Graduação, Áurea Ignácio; a servidora da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura e membro da Comissão de Heteroidentificação da Unemat, Paula Mendes, e o diretor de Gestão de Ações Afirmativas, Alexandre Botton.

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