Há 27 anos, pesquisa da Unemat acompanha preço da cesta básica em Cáceres
Levantamento do Epes registra 31 produtos em três categorias de janeiro de 1999
Por Nataniel Zanferrari
28/10/2026
O projeto de Estudos e Pesquisas em Estatísticas Sociais (Epes), da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), mede todo mês o custo de uma cesta de 31 produtos básicos no município de Cáceres. O monitoramento começou em janeiro de 1999.
Coordenado pelo professor Luiz Fernando Jorge da Cunha, o projeto é vinculado à Faculdade de Ciências Exatas e Tecnológicas (Facet) do Câmpus Universitário Jane Vanini, em Cáceres. Cada edição gera um relatório com o valor médio, a variação por grupo e os produtos que mais subiram e caíram.
O indicador não substitui um índice geral de inflação, mas mede o custo do conjunto de 31 produtos. “Existem muitos tipos de cesta básica hoje em dia, dependendo da região e da cidade. Nossa pesquisa mantém o mesmo formato desde o início para que possamos sempre comparar”, explica o coordenador.
A cesta reúne 22 alimentos, cinco itens de higiene pessoal e quatro de limpeza: a categoria alimentação acompanha os preços de açúcar, alho, arroz, batata, biscoito de maizena, café, carne de primeira e de segunda, cebola, extrato de tomate, farinhas de mandioca e de trigo, feijão, frango inteiro, leite, linguiça fresca, macarrão com ovos, margarina, óleo de soja, ovos brancos, queijo muçarela fatiado e salsicha. Os produtos de higiene pessoal acompanhados são absorvente aderente, creme dental, desodorante spray, papel higiênico e sabonete. Já os produtos de limpeza são água sanitária, detergente, sabão em barra e em pó.
A alimentação responde por cerca de 80% do valor total. Os dados vêm de levantamentos de campo em diversos estabelecimentos comerciais do município. No relatório de setembro, o Epes consultou oito estabelecimentos.
Em outubro de 2026, o conjunto custou R$ 1.050,14, queda de 0,23% em relação a setembro, quando o preço total foi de R$ 1.052,61.
A série acumulada mostra a mudança no custo de vida: a cesta passou de R$ 134,15 em janeiro de 1999 para R$ 1.051,41 em janeiro de 2026, alta de 683%. O salário, porém, também mudou: em 1999, o salário mínimo de R$ 130,00 não cobria uma cesta; em 2026, com R$ 1.621,00, o trabalhador compra cerca de uma cesta e meia.
Nos últimos meses, o valor oscilou entre R$ 1.006,65, em setembro de 2025, e R$ 1.153,51, em maio de 2025. A diferença entre os dois extremos é de 12,7%. Em 2026, o menor valor foi o de fevereiro (R$ 1.025,95), e o maior, o de junho (R$ 1.074,81).
O relatório de outubro de 2026 mostra como a pesquisa detalha os resultados: a cebola subiu 26,20% (de R$ 5,96 para R$ 7,52), e os ovos brancos, 15,80%. A batata caiu 11,02% (de R$ 7,67 para R$ 6,83), e o frango inteiro, 8,52%. Produtos de limpeza e de higiene pessoal ficaram estáveis.
Assessoria de Comunicação - Unemat
Contato:
imprensa@unemat.br
- Unemat obtém certificação máxima em Governança e Gestão Pública pela quarta vez
- Estudos da Unemat destacam o impacto da assistência estudantil na permanência universitária
- Câmpus de Sinop lamenta falecimento do pai da Professora Sandra Carvalho
- Feira das Profissões mostra a Unemat para futuros acadêmicos
- ProfSocio abre credenciamento para novos docentes
- PPGLetras abre 30 vagas para aluno especial
- Unemat lamenta o falecimento de pai de servidor técnico
- Câmpus de Sinop lamenta falecimento do pai da Professora Sandra Carvalho