Cientistas defendem ampliação da Estação Ecológica de Taiamã
Estação Ecológica de Taiamã representa um dos últimos refúgios intocados do Pantanal
Por Danielle Tavares
11/09/2025
Pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) defendem a ampliação da Estação Ecológica de Taiamã, unidade de conservação federal localizada na Ilha de mesmo nome, no município de Cáceres (218 Km da capital Cuiabá).
A proposta de ampliação foi debatida em consulta pública, realizada nessa terça-feira (09.09), em Cáceres, liderada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
As discussões mobilizaram centenas de pessoas, entre pesquisadores, estudantes, órgãos ambientais, entidades públicas, representantes e associações de pescadores, povos e comunidades tradicionais, proprietários de RPPN, setor de turismo e demais setores produtivos.
Proposta de ampliação da Estação Ecológica
Com 11.555 hectares de área protegida, a Estação Ecológica de Taiamã representa um dos últimos refúgios intocados do Pantanal. A proposta prevê a ampliação de uma área de 56.918 hectares. (Veja mapa abaixo).

Fonte: ICMBIO
Conforme dados do ICMBio, aproximadamente 67% da cobertura do solo da ESEC de Taiamã e da sua área de ampliação são de formações campestres, além de campos alagados e áreas pantanosas, corpos d’água, formações florestais e savânicas.

“Verifica-se que o uso do solo existente é representado majoritariamente por elementos naturais da paisagem, sem usos antrópicos identificados nos limites das áreas da proposta”, afirmou Maria Helena Reinhardt, analista ambiental do ICMBio.
Refúgio da Biodiversidade
Criada em 1981, a Estação Ecológica de Taiamã desempenha papel fundamental na regulação do regime hidrológico do Pantanal.
Suas lagoas permanentes e temporárias contribuem para o equilíbrio do microclima regional e a manutenção dos ciclos naturais de inundação.

"Pesquisas científicas demonstram que a área atual não é suficiente para proteger adequadamente a população de onças-pintadas e as 131 espécies de peixes identificadas. A ampliação garantiria território suficiente para manter a viabilidade genética da onça e proteger os berçários naturais de peixes”, explicou o professor da Unemat, biólogo, doutor em Ecologia e Recursos Naturais, Claumir Cesar Muniz.
Por que a ampliação da área protegida importa?
As pesquisas apontam que a ampliação da área de proteção possibilita a manutenção de diferentes serviços de ecossistema. Dentre eles, proteção das onças-pintadas e peixes, conservação dos recursos hídricos, estudos mais abrangentes sobre ecossistemas pantaneiros, além da conectividade ecológica, com a criação de corredores ecológicos.

“Para além desses serviços, é importante também destacar que maior área conservada significa mais sequestro de carbono, regulação climática e purificação da água, beneficiando diretamente a qualidade de vida humana”, destaca o professor e pesquisador Ernandes Sobreira.
SAIBA MAIS
Conheça a proposta de ampliação da ESEC de Taiamã, com mapa e estudo técnico completo. Acesse aqui.
Assessoria de Comunicação - Unemat
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