PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM EDUCAÇÃO INCLUSIVA EM REDE NACIONAL

Bancas de Defesa

Data: 22/09/2026 Hora: 19:00

Local: https://meet.google.com/scu-kofc-rmr

Título:   GCOMPRIS COMO RECURSO DIDÁTICO DE MEDIAÇÃO DA APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA EM ESTUDANTE COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista; Educação Inclusiva; Aprendizagem Matemática; GCompris; Jogos Digitais Educativos; Tecnologias Educacionais.

Páginas: 141

Resumo: O ensino da Matemática para estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) requer estratégias pedagógicas que considerem suas especificidades de aprendizagem e favoreçam a participação ativa no processo educativo. Nesse contexto, os jogos digitais educativos apresentam-se como recursos promissores para a construção do conhecimento matemático em uma perspectiva inclusiva. Esta pesquisa tem como objetivo estudar o jogo educativo GCompris, adaptado às necessidades específicas de um estudante com autismo do 5º ano do Ensino Fundamental, visando o desenvolvimento da aprendizagem matemática. Como objetivos específicos, busca identificar os desafios enfrentados pelo estudante na aprendizagem da Matemática, subsidiando o planejamento de uma intervenção pedagógica mediada pelo software, bem como elaborar um Guia de Intervenção Pedagógica baseado na utilização do GCompris para apoio ao trabalho docente. A fundamentação teórica apoia-se nas contribuições de Jean Piaget (1976), Lev Vygotsky (1988) e Seymour Papert (2008), cujas concepções reconhecem o estudante como sujeito ativo da aprendizagem e destacam a importância da interação, da mediação e do uso das tecnologias digitais na construção do conhecimento. Esta pesquisa insere-se na abordagem qualitativa, por buscar compreender e analisar, em profundidade, as contribuições do software GCompris para a aprendizagem matemática de um estudante com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O delineamento metodológico foi estruturado a partir de três eixos complementares: a pesquisa bibliográfica, realizada por meio de revisão sistemática da literatura; a pesquisa documental, destinada à análise dos documentos normativos e institucionais pertinentes ao objeto de estudo; e a pesquisa-ação, desenvolvida por meio de uma intervenção pedagógica realizada com um estudante com TEA matriculado no 5º ano do Ensino Fundamental. Os dados serão produzidos por meio de observações, aplicação de atividades matemáticas e utilização das ferramentas do software GCompris durante as intervenções pedagógicas. Espera-se que os resultados evidenciem contribuições do uso do jogo digital para o desenvolvimento de habilidades matemáticas, ampliação do engajamento e fortalecimento da aprendizagem do estudante, além de oferecer subsídios práticos para professores que atuam em contextos educacionais inclusivos.

Membros da Banca:

Presidente - KILWANGY KYA KAPITANGO A SAMBA - UNEMAT

Membro Interno - CHIARA MARIA SEIDEL LUCIANO DIAS - UNEMAT

Data: 26/05/2026 Hora: 14:00

Local: via Google Meet

Título: INCLUSÃO ESCOLAR SEM ABISMOS: UMA CONSTRUÇÃO SOCIOPEDAGÓGICA

Palavras-chave: educação inclusiva; educação especial; ensino-aprendizagem.

Páginas: 125

Resumo: Este estudo abordou o ensino inclusivo de estudantes com Deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Altas Habilidades/Superdotação, fundamentando-se na urgência de eliminar barreiras no ambiente escolar. O objetivo geral buscou compreender as percepções dos docentes do ensino regular acerca da adaptação de materiais pedagógicos e metodologias para a inclusão de alunos públicos-alvo da Educação Especial (PAEE), considerando os desafios e as possibilidades presentes no contexto da Escola Estadual de Ensino Médio Waldemar Lindermayer, em Novo Progresso – PA. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório, concretizada por meio de um estudo de caso. Foram aplicados questionários estruturados e semiestruturados ao gestor e aos docentes da instituição. Os resultados revelaram que, embora haja amparo legal, os professores enfrentam desafios significativos relacionados à formação continuada e à escassez de recursos didáticos específicos. Como resposta a essa realidade, foi desenvolvido um e-book pedagógico estruturado em oficinas para a criação e adaptação de materiais e métodos. A implementação desse recurso educacional demonstrou ser um instrumento eficaz de apoio docente, promovendo maior segurança na mediação pedagógica e favorecendo o protagonismo e a aprendizagem dos alunos PAEE. Conclui-se que a construção coletiva de materiais, aliada à reflexão sobre a prática, é um caminho viável para transformar a inclusão escolar de uma formalidade legal em uma realidade pedagógica concreta

Membros da Banca:

Presidente - ARIELE MAZOTI CRUBELATI MUSIALAK - UNEMAT

Membro Interno - SUMAYA FERREIRA GUEDES - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - ANA MARIA DE LIMA - UNEMAT

Data: 07/05/2026 Hora: 14:00

Local: meet.google.com/wyh-gobq-kcv

Título: PALAVRAS DE LÁ, PALAVRAS DE CÁ: PALAVREANDO SOBRE OU NA FRONTEIRA: A SISTEMATIZAÇÃO DE UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA EM GUIA PARA O ACOLHIMENTO LINGUÍSTICO DE ALUNOS RESIDENTES-FRONTEIRIÇOS VENEZUELANOS

Palavras-chave: Educação inclusiva; acolhimento linguístico; mobilidade humana; residentes-fronteiriços; oralidade; práticas pedagógicas.

Páginas: 111

Resumo: Esta dissertação, desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação Inclusiva em Rede Nacional (PROFEI), sistematiza a prática pedagógica “Palavras de lá, palavras de cá: palavreando sobre ou na fronteira: a sistematização de uma prática pedagógica em guia para o acolhimento linguístico de alunos residentes-fronteiriços venezuelanos em um guia destinado a professores da educação básica que atuam em contextos de mobilidade humana e diversidade linguística. A pesquisa emerge da experiência docente em escolas públicas de fronteira, no município de Pacaraima/RR, marcadas pela presença de estudantes brasileiros, venezuelanos e residentes-fronteiriços, cujas trajetórias escolares são atravessadas por deslocamentos, bilinguismo e instabilidade social. Nesse cenário, a Língua Portuguesa é compreendida não apenas como conteúdo curricular, mas como condição de participação, pertencimento e reconhecimento, o que exige práticas que superem abordagens normativas e homogeneizadoras do ensino. Ancorada nos pressupostos da Educação Inclusiva e do Português como Língua de Acolhimento, a investigação assume a pesquisa-ação como caminho metodológico, articulando reflexão teórica e intervenção pedagógica. As atividades desenvolvidas envolvem oralidade, ampliação vocabular, leitura, produção de narrativas e histórias em quadrinhos, tradução colaborativa e circulação social das palavras no território, favorecendo o uso significativo da linguagem. Os registros evidenciam o fortalecimento da confiança linguística, maior participação nas interações escolares e ampliação do repertório lexical dos estudantes. Como resultado, apresenta-se um guia pedagógico com orientações e propostas adaptáveis a realidades semelhantes, contribuindo para a construção de práticas de acolhimento linguístico na escola pública.

Membros da Banca:

Presidente - IRENE CARRILLO ROMERO BEBER - UNEMAT

Membro Interno - CHIARA MARIA SEIDEL LUCIANO DIAS - UNEMAT

Data: 27/04/2026 Hora: 18:00

Local: Defesa Edith Marmos Segunda-feira, 27 de abril meet.google.com/wih-rihv-hos

Título: Pedagogia Visual no Ensino Médio: práticas inclusivas na educação de estudantes surdos

Palavras-chave: PRÁTICAS INCLUSIVAS; PEDAGOGIA VISUAL; ENSINO MÉDIO; ESTUDANTES SURDOS

Páginas: 117

Resumo: Esta pesquisa de mestrado, vinculada ao Programa de Mestrado Profissional em Educação Inclusiva (PROFEI), teve como objetivo geral analisar as diversas possibilidades que podem auxiliar o/a professor/a a desempenhar, em sua prática pedagógica, um ensino inclusivo dentro do contexto escolar bilíngue, utilizando da pedagogia visual como estratégia para promover a aprendizagem do aluno surdo no ensino médio. Os objetivos específicos são: verificar quais têm sido os principais desafios encontrados por professores para o ensino de estudantes surdos em uma Escola Estadual Militar Dr. Manoel José Murtinho no município de Diamantino, estado de Mato Grosso; identificar quais as estratégias de ensino adotadas pelos docentes e pela unidade escolar para atender os estudantes surdos, compreendendo, assim, qual concepção de educação inclusiva tem sido praticada; investigar as possibilidades de práticas pedagógicas de professores do ensino médio voltadas para um ensino inclusivo que favoreça a aprendizagem do aluno surdo; desenvolver um E-book ilustrado com sugestões de sequência didática para sensibilizar o corpo docente acerca das estratégias e das diversas formas de atuação na prática pedagógica dentro do contexto escolar bilíngue e visual, na perspectiva da Educação Inclusiva, viabilizando a aprendizagem do aluno surdo em sala de aula. A metodologia utilizada nesta pesquisa, quanto à forma de estudo, foi classificada como exploratória-descritiva, envolvendo a abordagem qualitativa, com observações participantes e aplicação de questionários utilizados na coleta de dados qualitativos sobre as práticas atuais e a percepção dos professores em relação à pedagogia visual, às práticas inclusivas e aos desafios enfrentados no cotidiano escolar durante a realização do fazer pedagógico.

Membros da Banca:

Presidente - LUCIENE NEVES SANTOS - UNEMAT

Membro Interno - IVONE JESUS ALEXANDRE - UNEMAT

Data: 17/04/2026 Hora: 09:30

Local: de forma online pela sala:

Título:   Trabalho Colaborativo entre Escola e Família no Processo de Inclusão: Acolhimento, Orientação e Troca de Experiências

Palavras-chave: Educação Inclusiva; Trabalho Colaborativo; Ação-Reflexão-Ação; Tecnologia Social; Relação Escola-Família

Páginas: 136

Resumo: A presente pesquisa, intitulada “Trabalho Colaborativo entre Escola e Família no Processo de Inclusão: Acolhimento, Orientação e Troca de Experiências”, investiga a construção de estratégias institucionais capazes de fortalecer a relação entre escola e família na perspectiva da Educação Inclusiva. O objetivo geral consiste em analisar como o trabalho colaborativo entre esses atores pode qualificar o processo de inclusão de estudantes com necessidades educacionais especiais (ENEEs). Nesse sentido, a pesquisa busca identificar fragilidades e potencialidades do acolhimento institucional no contexto escolar, compreender as percepções de gestores, professores e famílias acerca da comunicação e da parceria no processo inclusivo bem como sistematizar diretrizes práticas que promovam hospitalidade, orientação de direitos e protagonismo familiar. O referencial teórico fundamenta-se nos pressupostos da Educação Inclusiva e da gestão democrática, dialogando com autores como Mantoan (2003), Glat (2007), Lück (2009), Vygotsky (1998), Buber (2001), Freire (1996), Dagnino (2004) e Bardin (2011), entre outros, que contribuem para a compreensão da inclusão, do diálogo, da mediação social e da construção de tecnologias sociais no campo educacional. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa de natureza aplicada, desenvolvida por meio da Pesquisa-Ação, estruturada no ciclo Ação-Reflexão-Ação (ARA) e articulada ao estudo de caso. O campo de investigação foi uma escola pública do Distrito Federal, envolvendo gestores, professores, profissionais do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e familiares de estudantes ENEEs. A produção dos dados ocorreu por meio de observação participante, entrevista semiestruturadas, roda de conversa, grupo focal e análise documental, sendo organizados e interpretados à luz da análise de conteúdo. Os resultados revelaram potencial institucional para a construção de práticas mais acolhedoras e colaborativas e evidenciaram, também, fragilidades no fluxo de comunicação, burocratização dos processos e lacunas na escuta às famílias. A partir desse movimento analítico e reflexivo, foi possível construir coletivamente o Guia de Acolhimento Institucional e Trabalho Colaborativo, estruturado em eixos voltados à recepção ética, organização de informações pedagógicas, fortalecimento do trabalho colaborativo e orientação de direitos, e concebido como tecnologia social aplicável à rede pública de ensino. Conclui-se que a sistematização do acolhimento, aliada ao fortalecimento da relação escola-família, contribui para a construção de uma cultura institucional mais inclusiva, favorecendo o sentimento de pertencimento, a participação das famílias e o desenvolvimento integral dos estudantes.

Membros da Banca:

Presidente - NILCE MARIA DA SILVA - UNEMAT

Membro Interno - CHIARA MARIA SEIDEL LUCIANO DIAS - UNEMAT

Data: 02/04/2026 Hora: 08:00

Local: meet.google.com/foe-eetq-uyh

Título:   O Coensino: Uma experiência nos anos finais do Ensino Fundamental, no Município de Rosário Oeste - Mato Grosso  

Palavras-chave: Coensino. Trabalho Colaborativo. Educação Inclusiva. Educação Especial.  

Páginas: 113

Resumo: O presente estudo propõe analisar a viabilidade do coensino como metodologia pedagógica a ser viabilizada em escolas da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso, o estudo foi desenvolvido na Escola Estadual “Coronel Artur Borges”, localizada no município de Rosário Oeste (MT). O objetivo central foi compreender os benefícios do trabalho colaborativo e da metodologia do coensino no planejamento e na organização das atividades voltadas ao atendimento de alunos da educação especial matriculados no ensino comum. A pesquisa busca identificar o perfil dos professores que atuam na escola, suas percepções sobre a Educação Inclusiva e o Trabalho Colaborativo, bem como analisar as ações mobilizadoras entre os docentes da sala de aula comum e da sala de recursos multifuncional, assim como os recursos pedagógicos utilizados na prática pedagógica para construção do planejamento colaborativo, visando ao aprimoramento das práticas inclusivas. A pesquisa foi desenvolvida por meio da implementação de uma experiência de coensino em duas turmas do Ensino Fundamental II, na disciplina de Língua Portuguesa, durante um período de três meses. Essa experiência envolveu a atuação conjunta entre a professora da sala de recursos multifuncional (a pesquisadora) e os professores do ensino comum. A pesquisa e de natureza qualitativa e utilizou como instrumentos metodológicos questionários, entrevistas semiestruturadas e caderno de campo (diário de bordo) para o registro dos processos e ações desenvolvidas. O aporte teórico fundamentou-se na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), no Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola, e nos estudos de Magalhães (2019), Boneti (2002), Capellini (2022), Mendes (2024), Damiani (2013), entre outros.

Membros da Banca:

Presidente - IRENE CARRILLO ROMERO BEBER - UNEMAT

Membro Interno - CHIARA MARIA SEIDEL LUCIANO DIAS - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - Ketilin Mayra Pedro - UFSCAR

Data: 31/03/2026 Hora: 15:00

Local: Videocvideochamada: https://meet.google.com/ygq-cujf-gpfhamada: https://meet.google.com/ygq-cujf-gpf

Título: Comunicação aumentativa e alternativa como recurso didático para a mediação da aprendizagem linguística de estudante com Autismo.

Palavras-chave: Autismo Não-Verbal; Comunicação Aumentativa e Alternativa; Aprendizagem Escolar; Educação Inclusiva; Pesquisa-Ação Pedagógica.

Páginas: 183

Resumo: A presente pesquisa foi desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação Inclusiva (PROFEI) da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), na Linha de Pesquisa Inovação Tecnológica e Tecnologia Assistiva. Teve como objetivo estudar o uso da Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) como recurso didático para a mediação da aprendizagem das habilidades linguísticas (da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em estudante com Transtorno do Espectro Autista (TEA), do 3º ano do Ensino Fundamental, por meio de intervenção pedagógica e desenvolvimento de um guia didático para alfabetização linguística. O problema de pesquisa consistiu em saber como a CAA pode ser utilizada como recurso didático para mediação da aprendizagem de habilidades linguísticas em estudante do 3º ano do Ensino Fundamental com TEA não-verbal? O método utilizado foi pesquisa-ação pedagógica. A coleta de dados inclui observações didáticas, registros de campo e aplicação de recursos de CAA de baixa tecnologia (cartões de figuras), com foco no apoio à comunicação e à aprendizagem. O participante foi escolhido segundo os seguintes critérios: diagnóstico de TEA não-verbal, matrícula no 3º ano, atendido na Sala de Recursos Multifuncionais (SRM). Os resultados da pesquisa demonstram que o estudante com autismo não-verbal, depois de 16 intervenções pedagógicas de alfabetização em CAA, desenvolveu a aprendizagem das habilidades de comunicação/linguagem, com uso de recursos de baixo custo, desmistificando as ideias de que indivíduos com TEA não-verbais não poderiam serem alfabetizados nem se comunicar (verbalizar) e a de que a aprendizagem da CAA dependeria de tecnologias sofisticadas e de alto custo. A CAA, ao valorizar múltiplas formas de expressão, representa um recurso fundamental para a promoção da aprendizagem e da inclusão, alinhando-se às diretrizes da BNCC e a legislação vigente sobre educação inclusiva. O mais importante não é o valor do recurso, mas a intencionalidade pedagógica e o comprometimento da equipe educativa e da família em proporcionar oportunidades reais de aprendizagem da comunicação. A pesquisa demonstrou que, se utilizada com sensibilidade e propósito, a CAA transforma o silêncio em voz, a limitação em potencial e o desafio em conquista, reafirmando seu papel essencial na inclusão escolar e na construção de aprendizagem significativa.

Membros da Banca:

Presidente - KILWANGY KYA KAPITANGO A SAMBA - UNEMAT

Membro Interno - CHIARA MARIA SEIDEL LUCIANO DIAS - UNEMAT

Data: 30/03/2026 Hora: 13:30

Local: Sala do Bloco P (a definir) - Unidade Imperial

Título: Entre Cuidado e Inclusão: O Cotidiano do Trabalho de Auxiliares de Estudantes com Autismo em uma Escola Pública de Sinop-MT

Palavras-chave: Educação Inclusiva. Transtorno do Espectro Autista. Auxiliar educacional. Escola pública.

Páginas: 111

Resumo: A presente pesquisa foi desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação Inclusiva (Profei) da Universidade do Estado de Mato Grosso “Carlos Alberto Reyes Maldonado” (UNEMAT). O estudo teve como objetivo analisar a atuação de auxiliares educacionais no processo de inclusão e aprendizagem de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no cotidiano da Escola Municipal Girassol, em Sinop–MT. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, utilizando como instrumentos de coleta de dados questionários, entrevista observação participante em sala de aula e análise documental (PPP, Normativas e relatórios do AEE e plano de aula). Os resultados apontam que as auxiliares exercem papel relevante na mediação das interações e na autonomia dos alunos. Contudo, evidenciou-se que a inclusão é tensionada por fragilidades estruturais, como a ausência de formação continuada para auxiliares e para os professores das salas regulares, que frequentemente recorrem à autoformação por conta própria. Identificou-se, ainda, a limitação no planejamento colaborativo devido à incompatibilidade de horários na jornada de trabalho dos profissionais. Conclui-se que a atuação dos auxiliares é essencial, mas sua potencialidade depende de políticas que assegurem melhores condições de trabalho, formação permanente para todo o corpo docente e tempos institucionais que favoreçam a integração entre regentes e auxiliares. Como produto educacional, foi desenvolvida uma Cartilha de Apoio para auxiliar a prática pedagógica no contexto do TEA.

Membros da Banca:

Presidente - CHIARA MARIA SEIDEL LUCIANO DIAS - UNEMAT

Membro Interno - IRENE CARRILLO ROMERO BEBER - UNEMAT

Membro Interno - THIELIDE VERONICA DA SILVA PAVANELLI TROIAN - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - JOAO BATISTA LOPES DA SILVA - UNEMAT

Data: 27/03/2026 Hora: 15:00

Local: De forma online pela sala.

Título: ESCOLA E FAMÍLIA  UM OLHAR AFETIVO PARA O TRABALHO EDUCATIVO E INCLUSIVO

Palavras-chave:     Educação, inclusão, acolhimento, família e aprendizado

Páginas: 87

Resumo:   Este trabalho é fruto da execução do projeto de pesquisa-ação intitulada Escola e família: um olhar afetivo para o trabalho educativo e inclusivo, realizado em uma escola de grande porte na periferia da cidade de Anápolis/Goiás, a qual atende a primeira fase do ensino fundamental. Estão matriculados cerca de 800 estudantes, distribuídos em dois turnos e destes cerca de 50 são público-alvo da Educação Especial. Teve por objetivo promover na escola um ambiente de trabalho cooperativo entre a escola e a família, promover uma cultura escolar inclusiva em prol da aprendizagem de todos. Para tanto, algumas perguntas guiaram este trabalho de pesquisa e de intervenção: Será possível ajudar alunos com dificuldade de aprendizagem e alunos especiais promovendo a inclusão e resgatando a participação das famílias? Estabelecer métodos colaborativos com práticas que consideram o envolvimento e a participação da família, que promovam o protagonismo do aluno e o seu sucesso escolar? Utilizou-se o método qualitativo que inicialmente contou com os trabalhos de levantamento do referencial teórico com identificação de exemplos de ações e projetos de parceria entre escola e família que já apresentam dados positivos, trazendo contribuições de autores como Perla Torrens (2018), Rosana Glat (2018), Sandra Regina Oliveira (2019), Eniceia Mendes (2021) e Eladio S. Heredero (2020). Seguiu-se a linha de análise histórico-cultural crítica, na qual, buscou-se investigar as ações promovedoras do sucesso escolar a partir da participação da família na superação das dificuldades de aprendizagem. Em seguida, realizou-se uma pesquisa de campo participativa e interventiva, por meio da formação de grupo de estudo e a execução, avaliação e reflexão sobre a ação desenvolvida por meio do projeto “Mãos Dadas”. Destas ações resultou um ambiente acolhedor e inclusivo na escola e o produto educacional com vistas a contribuir na construção de uma cultura inclusiva no processo de ensino e aprendizagem.

Membros da Banca:

Presidente - NILCE MARIA DA SILVA - UNEMAT

Membro Interno - CHIARA MARIA SEIDEL LUCIANO DIAS - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - ANTONIA ALVES PEREIRA - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - ANDREIA CRISTIANE SILVA WIEZZEL - UNESP

Data: 27/03/2026 Hora: 14:00

Local: Síncrono - Sistema - Universidade do Estado de Mato Grosso

Título: A Educação Inclusiva entre as reformas educacionais e a Organização do Trabalho Docente na Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso pós-pandemia (2021–2025)

Palavras-chave: Educação Inclusiva; Trabalho Docente; Políticas Educacionais; Neoliberalismo na Educação; Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso.

Páginas: 100

Resumo: O presente trabalho é fruto de questionamentos surgidos na Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso, no período pós-pandemia (2021–2025), que deram origem à pesquisa intitulada “A Educação Inclusiva entre as reformas educacionais e a Organização do Trabalho Docente na Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso pós-pandemia (2021–2025)”. A pesquisa insere-se na linha Práticas de Processos Formativos de Educadores para a Educação Inclusiva do Programa de Pós-Graduação em Educação Inclusiva (PROFEI), ofertado pela Universidade do Estado de Mato Grosso. O objeto de pesquisa surgiu da necessidade de encontrar respostas às vivências dos educadores da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso. Assim, o estudo voltou-se à análise das reformas educacionais pós-pandemia e das políticas de inclusão entre 2021 e 2025, bem como de suas implicações nas condições de trabalho e na carreira profissional dos educadores estaduais, além dos impactos sobre a gestão democrática na escola, conquistada em leis desde os anos 1990 pelos educadores e pela sociedade mato-grossense. Do ponto de vista teórico, para apreender as relações neoliberalizantes na educação da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso, a pesquisa orienta-se pelas contribuições de diversos autores, entre eles Freire (1996), Frigotto (2017, 2022, 2023), Paro (2016, 2018), Antunes (2009), Gramsci (2002), Freitas (2018), Souza (2017) e Vieira (2008). Quanto à metodologia, a abordagem é de caráter qualitativo, desenvolvida em dois movimentos: análise documental e aplicação de formulários a professores da Rede Estadual de Ensino. Desde o período pós-pandemia, a Rede Estadual de Ensino vem sofrendo a adoção de medidas neoliberalizantes e privatizantes, como a implementação de plataformas de ensino, o apostilamento de conteúdos, avaliações uniformizadas e em larga escala, aquisição de pacotes de formação, militarização de escolas, redimensionamento da rede, fechamento de salas de aula e de escolas, além do encerramento de matrículas destinadas à Educação Especial, principalmente na Educação de Jovens e Adultos. Somam-se a isso outras medidas que colocam em risco a aplicabilidade do conceito de Educação Inclusiva, dada a natureza dos processos privatizantes do ensino por meio de contratos empresariais baseados em Contratos de Impacto Social (CIS), que preveem pagamento apenas mediante a apresentação de resultados. A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc/MT) impõe, de forma autoritária, nova legislação e uma nova ordem meritocrática, fiscalista, gerencialista e financista para a educação.  

Membros da Banca:

Presidente - MARION MACHADO CUNHA - UNEMAT

Membro Interno - JOSE LUIZ MULLER - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - PAOLA CARDOSO PURIN - IFRS

Data: 20/03/2026 Hora: 09:00

Local: O: meet.google.com/gbw-acxo-duc

Título: POLÍTICAS PÚBLICAS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL E O PLANO EducAÇÃO DO GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO

Palavras-chave: políticas públicas; educação especial; plano estadual de educação.

Páginas: 72

Resumo: A pesquisa intitulada Políticas Públicas da Educação Especial e o Plano EducAção do Governo do Estado de Mato Grosso tem como objetivo analisar as estratégias, previstas no Plano educacional do governo de Mato Grosso voltadas ao fortalecimento da política de Educação Especial, tomando como principal documento de referência o Decreto n° 1.497, de 10 de outubro de 2022, aprovado e publicado no Diário Oficial do Estado. Os objetivos específicos da pesquisa consistem em identificar as políticas de Educação Inclusiva incorporadas ao Plano e examinar os mecanismos institucionais de monitoramento e acompanhamento de sua implementação, tendo como questão norteadora: as estratégias contidas no Plano EducAção apresentam resultados? O Plano Educacional tem vigência de 10 anos e estabelece metas e ações voltadas para todas as etapas da educação básica. Para a realização deste estudo, foram utilizadas estratégias de pesquisa documental, com abordagem qualitativa, e revisão da literatura. Como parte dos resultados, foi elaborada a construção de um recurso educacional, guia no formato digital e impresso, sobre as políticas públicas educacionais de Mato Grosso, visando explicar e instigar a população a compreender as ações estatais no campo educacional. O referencial teórico-metodológico se apoia em Cury (1978), Phillips (1974), Trivinos (1987), bem como em autores que debatem sobre políticas públicas de inclusão e formação de professores, como Lotta (2019), Nóvoa (2002) e Zucatto (2023). A conclusão deste estudo aponta que o Plano EducAção possui estratégias com impacto positivo no campo da Educação Inclusiva;, contudo, ainda se faz necessária a consolidação e ampliação de políticas públicas estruturantes que respondam de forma mais efetiva às demandas da Educação Especial.

Membros da Banca:

Presidente - LUCIO JOSE DUTRA LORD - UNEMAT

Membro Interno - RENATA CRISTINA DE LACERDA CINTRA BATISTA NASCIMENTO - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - ANTONIO HENRIQUE COUTELO DE MORAES - UFR

Data: 05/03/2026 Hora: 14:00

Local: https://meet.google.com/zcz-eeyh-sym?hs=122&authuser=0

Título: PROTOCOLOS DE ATENDIMENTO PARA ESTUDANTES COM AUTISMO DA REDE MUNICIPAL DE JUARA/MT: ORIENTAÇÕES DE PAIS E PROFESSORES

Palavras-chave:  Autismo. Educação básica. Protocolos de atendimento

Páginas: 168

Resumo: O objetivo geral da pesquisa foi realizar um estudo sobre os protocolos iniciais adequados para professores e pais que garantam a inclusão dos alunos com autismo nas escolas municipais. Pretende-se realizar um estudo sobre os protocolos iniciais, de acordo com o ponto de vista dos pais e dos professores, seriam adequados a realidade da escola envolvida na pesquisa e dos seus filhos garantindo assim a inclusão dos mesmos nas escolas municipais de Juara. Pretendemos identificar quais tem sido as estratégias adotadas pelas unidades escolares na perspectiva das orientações para atender aos estudantes público-alvo da educação especial matriculados na rede básica de ensino do município de Juara – MT; identificar quais os desafios encontrados pelos professores e pela gestão escolar para garantir o atendimento inclusivo nas práticas educativas para os estudantes com TEA; verificar quais os principais desafios e dificuldades encontradas pelos professores nas práticas pedagógicas de sala de aula com os estudantes com TEA; averiguar a percepção e concepção dos professores sobre práticas inclusivas com alunos com deficiências e, especialmente com TEA na educação básica e por último, desenvolver um modelo de Protocolo para Atendimento Inicial para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista – PAIPTEA, como produto educacional para auxiliar os professores acerca do atendimento de estudantes com TEA na rede básica do município de Juara -MT. Neste sentido, o Protocolo de Atendimento Inicial à Pessoa com TEA – PAIPTEA pode ser compreendido como um documento que venha a estabelecer diretrizes e orientações para os docentes para melhorar e mediar o acompanhamento dos alunos com TEA. A abordagem metodológica é qualitativa se concentra em um universo de significados, motivos e crenças, o que foi fundamental para captar as vivências e os desafios de professores, gestores e pais. Para coletar os dados faremos entrevista semiestruturada e envolve pais, professores e gestores. As falas foram gravadas com o consentimento dos participantes, transcritas na íntegra.

Membros da Banca:

Presidente - IVONE JESUS ALEXANDRE - UNEMAT

Membro Interno - MARION MACHADO CUNHA - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - MARITZA MACIEL CASTRILLON MALDONADO - UNEMAT

Data: 05/03/2026 Hora: 14:00

Local: https://meet.google.com/zcz-eeyh-sym?hs=122&authuser=0

Título: ERVICE PROTOCOLS FOR STUDENTS WITH AUTISM IN THE JUARA/MT MUNICIPAL SCHOOL NETWORK: GUIDANCE FOR PARENTS AND TEACHERS

Palavras-chave: Autism. Basic education. Service protocols.

Páginas: 168

Resumo: O objetivo geral da pesquisa foi realizar um estudo sobre os protocolos iniciais adequados para professores e pais que garantam a inclusão dos alunos com autismo nas escolas municipais. Pretende-se realizar um estudo sobre os protocolos iniciais, de acordo com o ponto de vista dos pais e dos professores, seriam adequados a realidade da escola envolvida na pesquisa e dos seus filhos garantindo assim a inclusão dos mesmos nas escolas municipais de Juara. Pretendemos identificar quais tem sido as estratégias adotadas pelas unidades escolares na perspectiva das orientações para atender aos estudantes público-alvo da educação especial matriculados na rede básica de ensino do município de Juara – MT; identificar quais os desafios encontrados pelos professores e pela gestão escolar para garantir o atendimento inclusivo nas práticas educativas para os estudantes com TEA; verificar quais os principais desafios e dificuldades encontradas pelos professores nas práticas pedagógicas de sala de aula com os estudantes com TEA; averiguar a percepção e concepção dos professores sobre práticas inclusivas com alunos com deficiências e, especialmente com TEA na educação básica e por último, desenvolver um modelo de Protocolo para Atendimento Inicial para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista – PAIPTEA, como produto educacional para auxiliar os professores acerca do atendimento de estudantes com TEA na rede básica do município de Juara -MT. Neste sentido, o Protocolo de Atendimento Inicial à Pessoa com TEA – PAIPTEA pode ser compreendido como um documento que venha a estabelecer diretrizes e orientações para os docentes para melhorar e mediar o acompanhamento dos alunos com TEA. A abordagem metodológica é qualitativa se concentra em um universo de significados, motivos e crenças, o que foi fundamental para captar as vivências e os desafios de professores, gestores e pais. Para coletar os dados faremos entrevista semiestruturada e envolve pais, professores e gestores. As falas foram gravadas com o consentimento dos participantes, transcritas na íntegra. Palavras chave: Autismo. Educação básica. Protocolos de atendimento

Membros da Banca:

Presidente - IVONE JESUS ALEXANDRE - UNEMAT

Membro Interno - MARION MACHADO CUNHA - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - MARITZA MACIEL CASTRILLON MALDONADO - UNEMAT

Data: 25/11/2025 Hora: 14:00

Local: Link: meet.google.com/ktr-rgwy-rcc

Título: REALIDADE AUMENTADA NO ENSINO DE SÓLIDOS GEOMÉTRICOS PARA ALUNOS COM TDAH

Palavras-chave: Inclusão; TDAH; Geometria; Realidade Aumentada; Educação Matemática.

Páginas: 107

Resumo: Este estudo teve como objetivo investigar a utilização da Realidade Aumentada (RA) como recurso pedagógico no ensino de sólidos geométricos para estudantes com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), promovendo a inclusão educacional e favorecendo a aprendizagem de conteúdos matemáticos abstratos, sólidos geométricos. Por meio de uma abordagem qualitativa e experimental, foi desenvolvida e aplicada uma sequência didática com o uso do aplicativo “Sólidos RA” em uma turma do 5º ano do ensino fundamental.na Escola Municipal de Educação básica Professor Jurandir Liberino de Mesquita, localizada em Sinop/MT. A proposta buscou potencializar a visualização e a manipulação tridimensional de figuras geométricas, explorando a interatividade como estratégia de engajamento. Os resultados evidenciaram que a RA contribuiu de forma significativa para o aumento da motivação, da atenção e da compreensão espacial dos alunos com TDAH, ao oferecer estímulos visuais e sensoriais compatíveis com suas necessidades cognitivas. O estudo também realizou uma análise do contexto legislativo da educação inclusiva no Brasil e uma revisão da literatura sobre TDAH, ensino de matemática e o uso de tecnologias digitais na prática pedagógica, destacando a importância de metodologias inovadoras na promoção de uma educação verdadeiramente inclusiva.

Membros da Banca:

Presidente - ELISANGELA DIAS BRUGNERA - UNEMAT

Membro Interno - CHIARA MARIA SEIDEL LUCIANO DIAS - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - SIMONE SIMIONATO DOS SANTOS -

Data: 24/11/2025 Hora: 14:30

Local: Link:meet.google.com/tco-mcdf-cpn

Título: O USO DAS TECNOLOGIAS ASSISTIVAS PARA O ENSINO DE LEITURA E ESCRITA DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL

Palavras-chave: Inclusão. Docência. Acessibilidade. Ensino. Deficiência visual.

Páginas: 134

Resumo: O presente estudo analisou o uso de tecnologias assistivas no processo de ensino da leitura e da escrita de estudantes com deficiência visual, com foco nas práticas pedagógicas de professores da rede pública municipal de Sinop/MT. O estudo teve como objetivo principal examinar a mediação pedagógica das tecnologias assistivas no contexto escolar, a fim de compreender como esses recursos contribuíram para a efetivação da inclusão educacional. A investigação foi desenvolvida por meio de pesquisa de natureza qualitativa, com abordagem aplicada, estruturada em estudo de caso com características de pesquisa-ação. A metodologia contemplou pesquisa bibliográfica, com base em autores como Gasparetto (2012), Franco (2005), Couto, Martins e Amato (2024), entre outros, além da análise documental e da aplicação de questionário eletrônico a docentes do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e da sala de aula regular. Os dados foram sistematizados e interpretados com base na análise de conteúdo de Bardin (2011), permitindo identificar percepções, dificuldades e potencialidades relacionadas ao uso das tecnologias assistivas. Como desdobramento, foi desenvolvido um produto educacional voltado à formação docente, composto por oficinas práticas e apostila digital, com vistas a instrumentalizar os professores quanto ao uso pedagógico de recursos como o sistema Braille, softwares leitores de tela e materiais ampliados. Constatou-se que a inclusão de estudantes com deficiência visual exige a articulação entre políticas públicas, formação continuada e recursos acessíveis, sendo o compromisso docente elemento fundamental para o êxito das práticas inclusivas.

Membros da Banca:

Presidente - ELISANGELA DIAS BRUGNERA - UNEMAT

Membro Interno - ARIELE MAZOTI CRUBELATI MUSIALAK - UNEMAT

Membro Interno - CHIARA MARIA SEIDEL LUCIANO DIAS - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - EDNEUZA ALVES TRUGILLO - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - SIMONE SIMIONATO DOS SANTOS -

Data: 24/11/2025 Hora: 14:30

Local: Link:meet.google.com/tco-mcdf-cpn

Título: O USO DAS TECNOLOGIAS ASSISTIVAS PARA O ENSINO DE LEITURA E ESCRITA DE PESSOAS COM DIFICULDADE VISUAL

Palavras-chave: Inclusão. Docência. Acessibilidade. Ensino. Deficiência visual.

Páginas: 134

Resumo: O presente estudo analisou o uso de tecnologias assistivas no processo de ensino da leitura e da escrita de estudantes com deficiência visual, com foco nas práticas pedagógicas de professores da rede pública municipal de Sinop/MT. O estudo teve como objetivo principal examinar a mediação pedagógica das tecnologias assistivas no contexto escolar, a fim de compreender como esses recursos contribuíram para a efetivação da inclusão educacional. A investigação foi desenvolvida por meio de pesquisa de natureza qualitativa, com abordagem aplicada, estruturada em estudo de caso com características de pesquisa-ação. A metodologia contemplou pesquisa bibliográfica, com base em autores como Gasparetto (2012), Franco (2005), Couto, Martins e Amato (2024), entre outros, além da análise documental e da aplicação de questionário eletrônico a docentes do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e da sala de aula regular. Os dados foram sistematizados e interpretados com base na análise de conteúdo de Bardin (2011), permitindo identificar percepções, dificuldades e potencialidades relacionadas ao uso das tecnologias assistivas. Como desdobramento, foi desenvolvido um produto educacional voltado à formação docente, composto por oficinas práticas e apostila digital, com vistas a instrumentalizar os professores quanto ao uso pedagógico de recursos como o sistema Braille, softwares leitores de tela e materiais ampliados. Constatou-se que a inclusão de estudantes com deficiência visual exige a articulação entre políticas públicas, formação continuada e recursos acessíveis, sendo o compromisso docente elemento fundamental para o êxito das práticas inclusivas.

Membros da Banca:

Presidente - ELISANGELA DIAS BRUGNERA - UNEMAT

Membro Interno - ARIELE MAZOTI CRUBELATI MUSIALAK - UNEMAT

Membro Interno - CHIARA MARIA SEIDEL LUCIANO DIAS - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - EDNEUZA ALVES TRUGILLO - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - SIMONE SIMIONATO DOS SANTOS -

Data: 13/11/2025 Hora: 14:00

Local: Síncrono - Sistema - Universidade do Estado de Mato Grosso

Título: A PRÁXIS NA FORMAÇÃO INICIAL DE ESTUDANTES SURDOS DO CURSO DE PEDAGOGIA DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO – CAMPUS DE SINOP

Palavras-chave: Práxis, Formação Inicial, Acadêmicas Surdas, Ensino Superior.

Páginas: 109

Resumo: Este texto dissertativo apresenta uma pesquisa sobre a realidade vivenciada por acadêmicas surdas, professores e tradutores intérpretes de Libras e Língua Portuguesa do Curso de Pedagogia da Universidade do Estado de Mato Grosso, campus de Sinop. Na oportunidade, o objeto de pesquisa indaga sobre a práxis educativa constituída e produzida no processo de formação inicial de estudantes surdos do Curso de Pedagogia, da Universidade do Estado de Mato Grosso, campus de Sinop. A pesquisa teve como objetivo principal analisar as políticas públicas e suas correlações com a práxis educativa inclusiva de estudantes surdos no processo de formação de professores. A metodologia partiu de uma abordagem qualitativa e, para isso, utilizamos a entrevista semiestruturada como principal instrumento de coleta de dados, pautando-nos por análises documentais. Para a realização do estudo tivemos o embasamento teórico, tais como:  Freire (1987), Goldfeld (2002), Strobel (2009), Quadros (2011), Santos e Lacerda (2024), dentre outros. Do produto educacional, foi elaborado um Guia Orientativo construído a partir das necessidades evidenciadas de professores, tradutores e intérpretes de Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa, acadêmicas surdas durante a coleta de dados, e, com isso, proporcionar benefícios a estudantes e profissionais do Ensino Superior da universidade pública pesquisada, com foco na comunidade de acadêmicos surdos. Em suma, como resultados podemos indagar que a pesquisa nos possibilitou conhecer a realidade vivenciada a partir da práxis na formação inicial de acadêmicas surdas do Curso de Pedagogia, onde mesmo com as políticas públicas de acesso, inclusão e permanência, ainda assim são encontradas dificuldades no espaço de formação inicial de professores. Logo, são necessárias ações que estimulem a criação de núcleos de apoio à acadêmicos e os profissionais envolvidos no processo educacional das pessoas surdas. Desta forma, todos serão beneficiados e, certamente, sanadas muitas dificuldades como as apresentadas nesta pesquisa.

Membros da Banca:

Presidente - MARION MACHADO CUNHA - UNEMAT

Membro Interno - IVONE JESUS ALEXANDRE - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - JOSE LUIZ MULLER - UNEMAT

Data: 27/10/2025 Hora: 14:00

Local: https://meet.google.com/sdx-dsjy-sxd

Título: AS CONCEPÇÕES DOS PROFESSORES DOS ANOS INICIAIS E SUAS  UTILIZAÇÕES  DOS APLICATIVOS MÓVEIS PARA A ALFABETIZAÇÃO DE ALUNOS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)

Palavras-chave: Tecnologia Assistiva; Inclusão Escolar; Crianças; TEA.

Páginas: 110

Resumo: A Tecnologia Assistiva  (TA) é uma área do conhecimento que busca promover a inclusão e a acessibilidade de pessoas com deficiência, utilizando recursos e dispositivos para ampliar ou melhorar suas capacidades, sejam elas motoras, cognitivas ou sensoriais. No campo educacional, a TA tem se mostrado um recurso valioso, principalmente para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), dislexia, ou outras condições que afetam a aprendizagem. O estudo apresenta como questão problema: como os professores do Centro Municipal de Ensino Fausto Eugênio Masson, que lecionam para a etapa inicial do ensino fundamental I, percebem e utilizam os aplicativos móveis para a alfabetização de alunos com Transtorno Espectro Autista? Para responder a essa questão, a presente pesquisa teve como objetivo analisar as concepções dos professores que lecionam para os anos iniciais do ensino fundamental quanto aos aplicativos móveis para a alfabetização. A metodologia adotada foi a pesquisa qualitativa descritiva. Os sujeitos da pesquisa foram oito professores, sendo  sete da sala comum de ensino e um da sala de Recursos Multifuncionais. O instrumento de coleta foi a entrevista semiestruturada e a análise dos dados se deu por meio de cinco eixos temáticos. Os principais resultados apontaram que mesmo que os professores reconheçam a importância de ressignificar suas práticas pedagógicas para atender à diversidade de inteligências, ainda existe falta de recursos e apoio institucional o que dificulta a implementação efetiva dessas práticas. O produto educacional apresentado se deu por meio de um Guia Didático que apresenta e orienta como utilizar os aplicativos móveis gratuitos disponibilizados pelo Google play para favorecer a alfabetização de crianças com Transtorno do Espectro Autista que frequentam a etapa inicial do ensino fundamental. Diante do exposto, concluímos que o questionamento das práticas pedagógicas deve ser contínuo na rotina dos educadores que se dedicam à alfabetização de alunos com TEA.

Membros da Banca:

Presidente - ROBSON ALEX FERREIRA - UNEMAT

Membro Interno - SUMAYA FERREIRA GUEDES - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - EDNEUZA ALVES TRUGILLO - UNEMAT

Data: 17/10/2025 Hora: 14:30

Local: Campus de Juara

Título: Estudantes com Transtorno do Espectro Autista e as Habilidades Matemáticas: Reflexões sobre a Transição dos Anos Iniciais para os Anos Finais do Ensino Fundamental  

Palavras-chave: Autismo, Habilidades matemáticas, Transição Escolar, Educação Inclusiva, Ensino Fundamental.

Páginas: 152

Resumo: Esta dissertação foi desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação Inclusiva (PROFEI) da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Unidade de Sinop, vinculada à linha de pesquisa Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. O estudo teve como objetivo compreender as habilidades matemáticas desenvolvidas e em desenvolvimento por estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Escola Estadual Nivaldo Fracarolli, em Juara-MT, especialmente durante a transição do 5º para o 6º ano do Ensino Fundamental. Para tanto, foram definidos objetivos específicos como: mapear a produção científica sobre a temática; analisar o processo de transição escolar; identificar as habilidades matemáticas nesse período; e desenvolver um Recurso Educacional (RE) adaptado, o MATEMATEA, com vistas à alfabetização matemática inclusiva. A pesquisa adota uma abordagem metodológica mista, integrando análise bibliométrica da base Scopus (via Biblioshiny) e investigação de campo com aplicação de questionários a professoras atuantes na escola estudada. Os dados evidenciam desafios significativos enfrentados por estudantes com autismo na transição escolar, como a descontinuidade no apoio pedagógico e a falta de comunicação entre docentes. A análise bibliométrica revelou crescimento da produção científica sobre o tema, mas também apontou lacunas teóricas no que diz respeito à transição escolar e às habilidades matemáticas específicas. O RE desenvolvido visa proporcionar práticas pedagógicas mais acessíveis, utilizando materiais lúdicos e estratégias adaptadas às necessidades dos estudantes com TEA.

Membros da Banca:

Presidente - CHIARA MARIA SEIDEL LUCIANO DIAS - UNEMAT

Membro Interno - ARIELE MAZOTI CRUBELATI MUSIALAK - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - POLYANNA POSSANI DA COSTA PETRY - UNEMAT

Data: 17/10/2025 Hora: 14:00

Local: meet.google.com/zcc-kgoa-hug

Título: FORMAÇÃO CONTINUADA COLABORATIVA DE PROFESSORES NA PERSPECTIVA DO DESENHO UNIVERSAL PARA A APRENDIZAGEM

Palavras-chave: Educação Inclusiva, Formação Continuada, Desenho Universal para a Aprendizagem.

Páginas: 89

Resumo: Esta pesquisa de mestrado, vinculada ao Programa de Mestrado Profissional em Educação Inclusiva (PROFEI), teve como objetivo geral investigar os efeitos de uma formação continuada colaborativa sobre o Desenho Universal para a Aprendizagem, com professores da rede municipal de Vila Bela da Santíssima Trindade – MT, por meio de um trabalho fundamentado na metodologia da pesquisa-ação. A proposta surgiu da necessidade de fomentar práticas pedagógicas inclusivas, capazes de responder à diversidade presente nas salas de aula da escola comum. Foi realizada uma abordagem qualitativa e se desenvolveu por meio de uma pesquisa-ação, em que a pesquisadora, também professora da escola investigada, atuou como mediadora na formação dos colegas. As ações formativas ocorreram em encontros planejados com base nos três princípios do DUA: múltiplos meios de engajamento, de representação e de ação e expressão. Esses encontros foram compostos por momentos teóricos e práticos, que estimularam o debate, a troca de experiências e a criação coletiva de estratégias pedagógicas. Na fundamentação teórica da pesquisa ocorreu um diálogo com autores como Ana Paula Zerbato, Eniceia Mendes e Silvio Gallo. A partir da perspectiva da Educação Menor, defendida por Gallo, reconhece-se os saberes produzidos no cotidiano escolar e valoriza-se o protagonismo dos sujeitos envolvidos na prática educativa. Já as contribuições de Zerbato e Mendes reforçam a importância da formação docente voltada para a compreensão das diferenças e da acessibilidade como princípio pedagógico. Os resultados indicam que a formação continuada colaborativa, fundamentada no DUA, contribuiu significativamente para a ressignificação das práticas pedagógicas dos professores participantes. Houve ampliação da compreensão acerca da diversidade e maior abertura para o uso de estratégias pedagógicas mais inclusivas e acessíveis. Conclui-se que ações formativas dessa natureza podem contribuir para uma cultura escolar inclusiva, baseada na escuta, no diálogo e na valorização das experiências que emergem no cotidiano da escola.

Membros da Banca:

Presidente - LUCIENE NEVES SANTOS - UNEMAT

Membro Interno - IVONE JESUS ALEXANDRE - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - MARITZA MACIEL CASTRILLON MALDONADO - UNEMAT

Data: 07/10/2025 Hora: 08:00

Local: meet.google.com/nhq-kbqc-qud

Título: A ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM TEA: ESTRATÉGIAS DE ENSINO E FERRAMENTAS DE ACOMPANHAMENTO

Palavras-chave: alfabetização; educação inclusiva; instrumento de registro; Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Páginas: 168

Resumo: A presente pesquisa foi desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação Inclusiva – PROFEI, da Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT, inserida na Linha de Pesquisa I: Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Intitulada “A Alfabetização de Crianças com TEA: Estratégias de Ensino e Ferramentas de Acompanhamento”, a investigação tem como foco a alfabetização de crianças com Transtorno do Espectro Autista nos anos iniciais do ensino fundamental e procura destacar a necessidade de estudos direcionados as dificuldades enfrentadas em salas de aula comuns, geralmente compostas por um número expressivo de crianças. Nesse contexto, justifica-se, sobretudo, pela falta de conhecimento dos professores sobre as práticas adequadas para atender as crianças com TEA, que constituem o público-alvo deste estudo, o qual é conhecer as práticas pedagógicas desenvolvidas no ambiente escolar no processo de alfabetização de crianças com TEA, bem como identificar como é feito o registro e acompanhamento desses estudantes. Alinhados a esse propósito, são objetivos específicos desta pesquisa: refletir e conhecer os principais aspectos da alfabetização da criança TEA; descrever os espaços de alfabetização da escola investigada; e propor um instrumento pedagógico que contemple campos para o registro e acompanhamento das habilidades emocionais, sociais e cognitivas desenvolvidas e em desenvolvimento pela criança. Quanto aos aspectos metodológicos, a pesquisa se orienta por uma abordagem qualitativa, de natureza aplicada, com objetivos exploratórios. Quanto aos procedimentos, foram utilizadas tanto a pesquisa bibliografia quanto a pesquisa de campo.  Para produção de dados, recorreu-se à observação em ambientes escolares, além da aplicação de entrevista/questionário, no formato online, a professores e coordenadores da escola participante o estudo.  A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, conforme parecer Nº 7.076.601, atendendo aos requisitos estabelecidos para estudos com seres humanos. Os resultados obtidos revelam uma lacuna na formação dos professores da sala comum em relação ao trabalho com crianças com TEA. Muitas vezes, os docentes têm dificuldades em identificar quais estratégias utilizar no processo de alfabetização dessas crianças, o que indica uma lacuna de conhecimento em relação ao Transtorno. Isso evidenciando a urgência de programas de formação continuada que atendam às especificidades do TEA. Além de formações sobre o transtorno as estratégias de adaptação curricular precisam ser implementadas de forma continua na sala de aula. Nesse contexto, o Plano de Ensino Individualizado (PEI) é identificado como uma estratégia importante para a adaptação do ensino na sala de aula comum, favorecendo o processo de alfabetização. Nesse sentido, o Plano de Ensino Individualizado (PEI) é identificado como uma estratégia importante para a adaptação do ensino na sala de aula comum, favorecendo o processo de alfabetização.  A pesquisa culminou no desenvolvimento de um instrumento pedagógico para o registro e acompanhamento das habilidades de alfabetização das crianças com TEA e as suas especificidades, elaborado a partir dos dados coletados e da revisão da literatura. Este instrumento é fundamental para a personalização do ensino e para a promoção de uma educação inclusiva de qualidade. Ele contribui para a organização das práticas pedagógicas, facilita a colaboração entre professores e melhora o acompanhamento do desenvolvimento acadêmico dessas crianças.

Membros da Banca:

Presidente - LUCIO JOSE DUTRA LORD - UNEMAT

Membro Interno - CHIARA MARIA SEIDEL LUCIANO DIAS - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - KARLA DANIELE DE SÁ MACIEL LUZ - UNIVASF

Data: 08/09/2025 Hora: 09:00

Local: via Google Meet

Título: PROJETO DE VIDA E EDUCAÇÃO INCLUSIVA: ANÁLISE DAS PERSPECTIVAS DOS ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA.

Palavras-chave: Palavras-chaves: Inclusão; Projeto de Vida; Estudantes com deficiência.

Páginas: 152

Resumo: Esta dissertação, intitulada “Projeto de Vida: uma análise a partir das perspectivas dos estudantes com deficiência”, tem como objetivo compreender como estudantes com deficiência constroem seus Projetos de Vida no contexto escolar e de que maneira a escola contribui nesse processo. Os objetivos específicos desta pesquisa são: 1. Apresentar uma análise histórica sobre a trajetória das pessoas com deficiência; 2. Abordar a Educação Inclusiva e o Projeto de Vida no Ensino Médio, destacando seus fundamentos legais e impactos na formação dos estudantes com deficiência, e; 3. Elaborar um produto educacional (e-book) que auxilie docentes, familiares e os próprios estudantes com deficiência, na criação do seu Projeto de Vida. A pesquisa parte de uma abordagem qualitativa, de caráter documental e empírico, utilizando como instrumentos entrevistas semiestruturadas com quatro estudantes com deficiência e seus responsáveis, além da análise de documentos como a Base Nacional Comum Curricular(BNCC), o Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola e legislações voltadas à educação inclusiva. O referencial teórico destaca o Projeto de Vida como um instrumento fundamental para o desenvolvimento da autonomia, da identidade e da participação ativa dos estudantes na sociedade. Previsto na BNCC, o Projeto de Vida deveria fomentar reflexões sobre o futuro, valores, metas e escolhas pessoais e profissionais. A dissertação está organizada em quatro capítulos: o primeiro aborda o percurso histórico da pessoa com deficiência; o segundo discute sobre o Projeto de Vida e Inclusão; o terceiro aborda os procedimentos metodológicos e o campo de investigação; e o quarto analisa os dados à luz do referencial teórico. Os resultados evidenciam que, embora os estudantes tenham sonhos e aspirações, como trabalhar e cursar o ensino superior, esses projetos são frequentemente atravessados por barreiras sociais, pedagógicas e estruturais. A ausência ou a fragilidade na implementação do componente curricular Projeto de Vida na escola, aliada a práticas pedagógicas ainda excludentes e capacitistas, comprometem o desenvolvimento da autonomia dos alunos. O trabalho conclui que a promoção da autonomia e do protagonismo dos estudantes com deficiência depende não apenas da existência de legislações inclusivas, mas da efetivação de práticas pedagógicas que considerem suas singularidades, fomentem seus Projetos de Vida e rompam com a lógica assistencialista ainda presente no ambiente escolar.

Membros da Banca:

Presidente - ARIELE MAZOTI CRUBELATI MUSIALAK - UNEMAT

Membro Interno - IRENE CARRILLO ROMERO BEBER - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - NATALIA CRISTINA DE OLIVEIRA - UFMS

Data: 23/06/2025 Hora: 08:00

Local: Remoto via Meet Google: meet.google.com/bgj-xzqd-jsh

Título: ESTUDO SOBRE O ESPAÇO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO PLANEJAMENTO ESCOLAR PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL DE ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL EM ESCOLAS ESTADUAIS DO MATO GROSSO

Palavras-chave: Planejamento Escolar.  Educação Inclusiva. Ensino Fundamental.  

Páginas: 162

Resumo: O papel do planejamento na educação inclusiva é vital para garantir que todos os alunos tenham acesso a oportunidades educacionais equitativas. Uma sequência de ações bem estruturadas e implementadas permite que as escolas ofereçam um ambiente de aprendizado que respeite e valorize a diversidade, promova o desenvolvimento integral de cada estudante, garanta adaptações, adequações e flexibilizações necessárias ao desenvolvimento como cidadãos. Nesse sentido, o objetivo do presente estudo foi compreender como o planejamento de ensino, voltado ao atendimento de estudantes com deficiência intelectual, é definido pela Secretaria de Estado de Educação no Mato Grosso por meio de seus orientativos, resoluções, diretrizes e demais documentos pertinentes à rede estadual de educação básica. Complementarmente, os objetivos específicos desse trabalho foram: analisar os principais documentos legais da SEDUC/MT e a BNCC que garantem o atendimento e a inclusão dos estudantes da Educação Especial, com ênfase na deficiência intelectual; refletir sobre o papel da formação docente na construção de práticas inclusivas, considerando a preparação para lidar com as diferenças em sala de aula; compreender o conceito de planejamento de ensino e sua relevância como instrumento orientador das práticas pedagógicas inclusivas; desenvolver um Recurso Educacional em formato de um Guia de Planejamento de Ensino com base nos documentos existentes para a promoção da inclusão dos estudantes com Deficiência Intelectual inseridos no contexto da sala regular, do 6ºano do Ensino Fundamental, do componente curricular de Língua Portuguesa. A realização desta pesquisa apoiou-se na revisão bibliográfica e análise documental como: cadernos pedagógicos de 2022 a 2024, Resolução nº 010/2023, normativas, DRC/MT, Roteiro de Aprendizagem e Plano Educacional Individualizado (PEI) proposto pela Secretaria de Estado de Educação – SEDUC/MT e também a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que é o documento nacional que norteia a educação básica. Com a pesquisa, foi possível compreender que a luta pela Educação Especial, na rede regular de ensino, é um movimento contínuo eessencial para garantir que todos os alunos, independentemente de suas necessidades, tenham acesso a uma educação de qualidade e inclusiva. A escola, então, é o principal viés para a concretização desses direitos. No entanto, ignora que a escola sozinha não dá conta de garantir inclusão plena, especialmente sem o devido suporte intersetorial, investimentos públicos, formação continuada e condições dignas de trabalho para os profissionais. A responsabilização isolada da escola pode, inclusive, resultar em sobrecarga docente e frustração.

Membros da Banca:

Presidente - LUCIO JOSE DUTRA LORD - UNEMAT

Membro Interno - ARIELE MAZOTI CRUBELATI MUSIALAK - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - GRACIELE MARJANA KRAEMER - UFRGS

Data: 30/05/2025 Hora: 14:00

Local: Defesa Marcilene Sexta-feira, 30 de maio · 14:00 – 16:00 meet.google.com/dkm-debn-tfm

Título: Trabalho Colaborativo em Classes Mediadas para estudantes surdos de anos finais do ensino fundamental do Distrito Federal

Palavras-chave: Ensino Fundamental; Estudantes surdos; Educação Inclusiva; Práticas Pedagógicas; Trabalho Colaborativo

Páginas: 138

Resumo: O presente trabalho é resultado de uma pesquisa realizada durante o PROFEI– Programa de Mestrado Profissional em Educação Inclusiva na Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), no biênio de 2023 a 2024, na linha de pesquisa “Práticas e Processos Formativos de Educadores para Educação Inclusiva”. O estudo centrou-se na reflexão sobre o Trabalho Colaborativo no atendimento aos estudantes surdos dos anos finais do ensino fundamental, matriculados em classes bilíngues mediadas, em uma escola polo do Distrito Federal. O estudo traz como objetivo geral promover práticas colaborativas através dos conceitos e fundamentos do Trabalho Colaborativo, por meio de um trabalho de pesquisa-ação. Além disso, pretende-se fornecer subsídios e informações que possam nortear a prática pedagógica no processo de ensino-aprendizagem, contribuindo para uma educação mais inclusiva, equitativa e de qualidade. A pesquisa foi desenvolvida com base em uma abordagem metodológica de pesquisa-ação, caracterizada por seu viés participativo e voltada para a promoção de mudanças sociais no ambiente pesquisado, além de incentivar uma prática social reflexiva. A inclusão de elementos da pesquisa narrativa valorizou os relatos e experiências dos participantes, revelando aspectos subjetivos e singulares do contexto investigado. A abordagem qualitativa permitiu captar a complexidade das práticas colaborativas, utilizando instrumentos como a observação direta. O estudo não somente mapeou desafios e potencialidades do cotidiano da escola polo, mas também resultou na elaboração de um produto concreto: a construção de um recurso educacional voltado a subsidiar o trabalho dos profissionais da educação de surdos, em especial daqueles que atuam com estudantes matriculados nas Classes Mediadas dos Anos Finais do Ensino Fundamental. Os resultados evidenciam as contribuições do trabalho colaborativo no contexto de uma escola polo para estudantes surdos dos anos finais do ensino fundamental. Os resultados evidenciam as contribuições do Trabalho Colaborativo no contexto de uma escola polo para estudantes surdos dos anos finais do ensino fundamental.

Membros da Banca:

Presidente - LUCIENE NEVES SANTOS - UNEMAT

Membro Interno - NILCE MARIA DA SILVA - UNEMAT

Membro Interno - ROBSON ALEX FERREIRA - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - MARITZA MACIEL CASTRILLON MALDONADO - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - RENATA BARBOSA DIONYSIO - INES

Data: 27/05/2025 Hora: 08:30

Local: CAMPUS IMPERIAL DE SINOP

Título: PROTOCOLOS DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO: DESAFIOS E APLICABILIDADE NA REDE PÚBLICA DE EDUCAÇÃO BÁSICA

Palavras-chave: Protocolos de atendimento educacional especializado; Inclusão Escolar; inclusão; prática pedagógica.

Páginas: 91

Resumo: RESUMO O Atendimento Educacional Especializado, em escolas inclusivas pode se constituir num potente elo entre os docentes, as famílias, a escola e o aluno, a partir de um exercício de colaboração, humanização, no sentido de assegurar direitos e desenvolver estratégias diversificadas para promover o desenvolvimento dos estudantes no Atendimento Educacional Especializado - AEE. Sendo assim, o objeto de estudo dessa pesquisa se centra na discussão e compreensão dos desafios do profissional do AEE em construir e aplicar protocolos relacionados ao atendimento individualizado, bem como a organização didático-pedagógica para garantir o atendimento de qualidade a partir desses protocolos. Assim, a pesquisa “Protocolos do Atendimento Educacional Especializado: Desafios e aplicabilidade na Rede de Educação Básica”, busca ampliar a compreensão sobre os procedimentos e as estratégias para realizar o Atendimento Educacional Especializado. O presente estudo teve como objetivo investigar os protocolos e os desafios dos professores das salas de AEE considerando a aplicação desses protocolos no atendimento inclusivo para os estudantes públicos alvo da educação especial. A metodologia adotada na investigação foi guiada pelos pressupostos da pesquisa qualitativa, utilizando-se de técnicas de coleta de dados, que aconteceu por meio de entrevistas semiestruturadas, questionários e encontros formativos. A pesquisa foi realizada com os profissionais do atendimento educacional especializado, da rede pública no Município de Novo Gama Goiás.  Para fundamentar o estudo optou pelos autores: Vygotsky (1997, 2011); Demo (1999, 2010); Mantoan (2003, 2017); Pasian, Mendes e Companhia (2014, 2017); Pavão e Pavão (2023); Staccioli (2013), Morán (2015, 2018); Bronfenbrenner (1996); Pletsch e Glat (2013), dentre outros. Como produto educacional foi ofertado o curso de XX de horas de formação continuada Protocolos e Ferramentas do AEE para professores do AEE. Os resultados indicam que os protocolos do AEE existem, e o uso ferramentas do AEE aliados às práticas formativas contribuem para enfrentar os desafios e alcançar a aprendizagem dos alunos.

Membros da Banca:

Presidente - IRENE CARRILLO ROMERO BEBER - UNEMAT

Membro Interno - CHIARA MARIA SEIDEL LUCIANO DIAS - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - ISABELA AUGUSTA ANDRADE SOUZA - UNEMAT

Data: 25/04/2025 Hora: 08:30

Local: Banca Fechada

Título: Desenvolvimento de um aplicativo baseado na Pirâmide de Maslow para atendimento de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Palavras-chave: Aprendizado; Autismo; Família; Necessidades básicas; TICs.

Páginas: 112

Resumo: O presente estudo investigou a contribuição da Pirâmide de Maslow, focando especificamente na base da pirâmide, e o papel central da família no processo de aprendizagem de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Apresentou também as etapas de criação do aplicativo Lúmen, desenvolvido para contribuir com a aprendizagem de rotinas para crianças com TEA. Por fim, identificou a percepção dos professores das salas de recursos multifuncionais sobre o uso do aplicativo Lúmen no ensino de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A pesquisa, de natureza descritiva, qualitativa e exploratória, emprega uma revisão de literatura com os principais conceitos sobre os construtos pesquisados e dois estudos empíricos utilizando entrevistas semiestruturadas. Um dos estudos empíricos foi realizado com mãe de uma criança autista, a fim de coletar dados detalhados sobre suas experiências com o filho. E o outro, com quatro professoras atuantes em Salas de Recursos Multifuncionais (SRM), para identificar a percepção das educadoras quanto ao uso do aplicativo Lúmen no ensino das crianças. Para a criação do aplicativo a abordagem foi qualitativa, de design participativo, com a utilização da plataforma MIT AppInventor 2 na etapa da prototipação. Para o protótipo também foram desenvolvidos áudios descritivos para cada item apresentado, esses áudios foram gerados utilizando os textos descritivos preparados para o protótipo e modulados utilizando a ferramenta gratuita “TTS Maker” que é uma ferramenta online gratuita de conversão de texto em fala que fornece serviços de síntese de fala e suporta vários idiomas. Os resultados revelaram que uma abordagem educacional integrada, que combina atenção às necessidades básicas segundo Maslow, suporte familiar e utilização de TICs, podem contribuir para o alcance de um processo de aprendizagem mais inclusivo e eficaz, para melhor integração social e desenvolvimento das crianças com TEA.  Por fim, foi apresentado o aplicativo Lúmen e as etapas de sua criação e a percepção uniforme e positiva dos professores quanto a possibilidade de melhora no engajamento, motivação e desenvolvimento de habilidades diárias e sociais das crianças, ao utilizar o aplicativo.

Membros da Banca:

Presidente - SUMAYA FERREIRA GUEDES - UNEMAT

Membro Interno - ROBSON ALEX FERREIRA - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - MINEIA CAPPELLARI FAGUNDES - UNEMAT

Data: 23/04/2025 Hora: 08:00

Local: via Google Meet

Título: EDUCAÇÃO INCLUSIVA EM ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM UMA ESCOLA DE ENSINO MÉDIO DE TEMPO INTEGRAL EM RONDONÓPOLIS-MT

Palavras-chave: Palavras-chave:Inclusão, Educação Especial, Políticas Educacionais     Inclusivas, Ensino Integral.

Páginas: 91

Resumo:   A inclusão escolar é um tema de grande revelância no contexto educacional contemporâneo, especialmente nas escolas de ensino médio de tempo integral, onde os desafios e oportunidades se intensificam devido à extensão do período de permanência dos alunos na escola. A escola Estadual Pindorama, localizada em Rondonópolis – MT é a escola campo desta pesquisa. Ela foi escolhida por ser a escola onde a pesquisadora leciona e ser uma das escolas em tempo integral do município, dessa forma, ela representa um espaço significativo para investigar as políticas e práticas  de educação inclusiva, dada a sua estrutura e o compromisso com a formação integral dos estudantes. A partir destas motivações de pesquisa, o objetivo geral é compreender como as Politícas públicas da Educação Inclusiva e as práticas dos professores da ciência da natureza são implementadas e vivenciadas no contexto da Escola Estadual Pindorama.  Os objetivos específicos são (i) examinar os documentos normativos e o PPP da Escola Estadual Pindorama, (ii) analisar se a proposta pedagógica da Escola atende as especificidades dos educandos com necessidades educacionais especiais e (iii) identificar e analisar se as práticas -pedagógicas docentes atendem os alunos público-alvo da educação especial no campo da ciência da natureza.  A metodologia adotada é de natureza qualitativa, utilizando análise documental dos documentos normativos e do PPP da escola, entrevistas semiestruturadas com três professores da área de Ciências da Natureza e observação participante durante os momentos de planejamento coletivo. Como resultado deste estudo, foi elaborado um produto educacional com o objetivo de propor práticas pedagógicas que atendam às especificidades dos educandos com necessidades educacionais especiais, articulando-as ao Projeto Político-Pedagógico (PPP) da Escola Pindorama. Este estudo, portanto, oferecerá subsídios para pesquisadores e gestores educacionais interessados em consolidar um ensino mais inclusivo e democrático.      

Membros da Banca:

Presidente - ARIELE MAZOTI CRUBELATI MUSIALAK - UNEMAT

Membro Interno - ELISANGELA DIAS BRUGNERA - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - NATALIA CRISTINA DE OLIVEIRA - UFMS

Data: 26/03/2025 Hora: 14:00

Local: meet.google.com/ffs-cfox-gkm

Título: TECNOLOGIA ASSISTIVA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA O ENSINO-APRENDIZAGEM DE ÁREA E PERÍMETRO PARA ESTUDANTES DO ESPECTRO AUTISTA NUMA ESCOLA ESTADUAL DE SINOP/MT

Palavras-chave: autismo, tecnologia assistiva, matemática, metodologia ativa, Atendimento Educacional Especializado

Páginas: 84

Resumo: As metamorfoses da educação são constantes, quando o tema é a inclusão escolar podemos dizer que há muito a ser feito, mesmo com o tema sendo amplamente discutido com leis que regulamentam o atendimento e estabelecem o compromisso com este público, dentre elas a BNCC que estabelece os direitos de aprendizagem de todos os estudantes brasileiros, os desafios persistem. Investigamos as habilidades matemáticas de estudantes com TEA em salas de recursos multifuncionais. Adotamos uma abordagem metodológica, que permitiu uma investigação aprofundada e contextualizada de um fenômeno específico, utilizando um estudo de caso com características de pesquisa-ação. Baseada numa abordagem qualitativa, destacando a importância da pesquisa, a interpretação dos dados, a coleta e a análise de forma indutiva e descritiva, que revelou avanços e desafios. O objetivo geral deste estudo foi investigar a contribuição de uma sequência didática com o uso da tecnologia assistiva no desenvolvimento de estudantes autistas na disciplina de matemática, com foco em geometria: área e perímetro, assim como desenvolver um produto educacional baseado nos resultados obtidos, sendo uma proposta de intervenção em forma de trilha formativa que possa ser utilizado por professores e profissionais da educação no ensino de matemática para estudantes autistas. Os objetivos específicos: identificar os pontos fortes e as dificuldades enfrentadas pelos estudantes autistas durante o processo de aprendizagem; elaborar uma sequência didática com o uso das tecnologias assistivas; avaliar o progresso dos estudantes autistas antes e após a implementação da sequência didática e elaborar uma proposta de intervenção em forma de trilha formativa baseada nos resultados da pesquisa. Sendo um dos principais desafios o analfabetismo que compromente praticamente todos os componentes curriculares. Desta forma, realizamos as leituras juntamente com os estudantes, para evidenciar as habilidades,  possibilidades e desafios com foco no ensino de matemática. Propomos uma trilha formativa gamificada, seguindo uma sequência didática, para desenvolver questões, atividades e situações problemas relacionadas ao componente curricular: grandezas e medidas, especificamente, área e perímetro, visando um ensino inclusivo, dando condições de equidade no desenvolvimento, trabalhando com material concreto, situações e lugares vivenciados pelos estudantes, além de plataformas digitais com atividades relacionadas ao tema. Este trabalho de pesquisa foi realizado na sala de recursos multifuncionais, com  três estudantes autistas, matriculados no sexto ano do ensino fundamental II da Escola Estadual Professor Djalma Guilherme da Silva no município de Sinop/MT. Sendo um dos instrumentos de pesquisa uma avaliação antes e após a realização de atividades sequenciadas elaboradas com recursos digitais de Tecnologia Assistiva. Contudo, a avaliação será formativa, pois o instrumento avaliativo serviu como diagnóstico para desenvolver a trilha formativa e atividades da sequência didática.Além disso, a pesquisa promoveu o protagonismo dos estudantes, nas ações realizadas. Os  avanços demonstraram a importância do atendimento individual especializado, evitando distrações que são um dos desafios desse processo. Elaboraramos o produto educacional denominado trilha formativa: Explorando Dimensões: Uma Jornada Matemática pela Área e Perímetro. A mesma foi projetada para abordar especificamente o conteúdo de área e perímetro, visando oferecer uma abordagem inovadora e atendendo as individualidades, sendo que o estudante avança no seu tempo. Os resultados indicam que a combinação de gamificação e tecnologia assistiva promove avanços significativos na aprendizagem de matemática para estudantes autistas, evidenciando a mudanças satisfatórias no desenvolvimento dos mesmos, observando as especificidades de uma abordagem personalizada e interativa.

Membros da Banca:

Presidente - ELISANGELA DIAS BRUGNERA - UNEMAT

Membro Interno - ARIELE MAZOTI CRUBELATI MUSIALAK - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - EDNEUZA ALVES TRUGILLO - UNEMAT

Data: 21/03/2025 Hora: 14:00

Local: UNEMAT, unidade em Sinop, por link do meet.

Título: FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES NA PERSPECTIVA BILINGUE DO ALUNO SURDO NA ESCOLA

Palavras-chave:   Libras; classe mista; adaptação curricular; educação bilíngue

Páginas: 124

Resumo:   Nos últimos anos, a educação bilíngue tem se tornado uma prioridade nas políticas educacionais brasileiras, destacando especialmente a formação de professores para atender os surdos surdos. O desafio de garantir uma educação bilíngue para esses alunos destaca o papel essencial dos professores, que precisam estar preparados para lidar com as especificidades do ensino de Libras e com a adaptação curricular necessária para o ensino de qualidade. O presente estudo tem como objetivo analisar a formação dos professores para o ensino bilíngue e a adoção de práticas pedagógicas inclusivas, tendo em vista os desafios da inclusão escolar do aluno surdo nos anos finais do Ensino Fundamental. Os objetivos específicos são: analisar as práticas inclusivas dos docentes de uma escola pública do município de Jauru, propor atividades de capacitação para professores do 9º ano e organizar um caderno orientativo com atividades inclusivas externas aos alunos surdos. Para o embasamento teórico, entre os autores utilizados, destacamos: Paulo Freire (1987, 1979, 1996), Saviani (2009), Gatti (2010), Lüdke (2012), referências na educação brasileira e sobre a formação de professores no Brasil; Vilhalva (2004), Quadros e Schmiedt (2006), Lacerda; Albres; Drago (2013), Lacerda, Santos e Caetano (2021), Nascimento (2021), Stumpf e Linhares (2021), especialistas na educação de surdos, sobre a Língua Brasileira de Sinais e de legislações que regulamentam a educação bilíngue para surdos. A partir de uma abordagem qualitativa, utilizamos a pesquisa participante, uma vez que a pesquisadora está inserida no ambiente pesquisado e realizou as intervenções pedagógicas. Os participantes da pesquisa-ação interventiva foram os professores do 9º ano, que atuaram junto ao aluno surdo. A coleta de dados aconteceu por meio de entrevista e questionário semi-estruturados, e o trabalho de oficinas para formação dos professores em estudos da Libras, em nível básico, e conhecimentos sobre inclusão. Os dados obtidos revelam que, embora a inclusão tenha progredido em termos de políticas, muitos professores ainda enfrentam dificuldades saber a libras e em adaptar suas metodologias de ensino. As considerações da pesquisa evidenciam que as intervenções com práticas pedagógicas inclusivas colaboram para o processo do desenvolvimento de ensino com o aluno surdo, mas destaca a necessidade de investimentos contínuos na formação docente. Os resultados apontam a necessidade de melhoria das políticas de formação continuada, com um foco maior na capacitação para o ensino bilíngue, visto que apresenta lacuna significativa no suporte técnico e no material oferecido aos docentes, evidenciando que, para garantir uma educação bilingue e de qualidade para os alunos surdos, é preciso promover uma formação contínua e colaborativa, com acesso a recursos pedagógicos específicos e apoio especializado. O estudo reforça que, para garantir uma educação bilíngue de qualidade é fundamental fornecer capacitação permanente, acesso a recursos didáticos específicos e suporte técnico especializado. Dessa forma, garante-se o direito do aluno surdo à aprendizagem em sua língua primeira, a Libras, qualificando sua formação no ambiente escolar.  

Membros da Banca:

Presidente - NILCE MARIA DA SILVA - UNEMAT

Membro Interno - CHIARA MARIA SEIDEL LUCIANO DIAS - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - SHIRLEY VILHALVA - UFMS

Data: 13/02/2025 Hora: 14:00

Local: meet.google.com/bje-jwfk-yeh

Título: UTILIZAÇÃO DE APLICATIVOS MÓVEIS NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA: Um estudo de caso com estudantes com TDAH no 7º ano do Ensino Fundamental em uma escola de Sinop-MT.

Palavras-chave: Inclusão. TDAH. Tecnologias Assistivas. Língua Portuguesa

Páginas: 218

Resumo: O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade é um problema que afeta milhares de pessoas, desde a infância e pode se estender até a vida adulta. Estudantes com diagnóstico de TDAH no sétimo ano apresentam dificuldades de leitura e interpretação, pois as agitações e inquietações do transtorno interferem em seu processo de aprendizagem. Nesse sentido, a pesquisa busca investigar a utilização de Aplicativos Móveis para aprimorar a aprendizagem de alunos com TDAH nas aulas de língua portuguesa: um estudo de caso com alunos do 7° ano em SINOP – MT. Acredita-se que que a utilização de Aplicativos Móveis seja significativa para aprimorar a aprendizagem de alunos com TDAH nas aulas de Língua Portuguesa, pois as Tecnologias Assistivas apresentam um diferencial em relação ao material impresso e podem contribuir no processo de leitura e interpretação, uma vez que possui recursos atrativos que se diferencia dos demais materiais e possibilita a realização de atividades de modo mais interativo autônomo. A metodologia adotada será de pesquisa qualitativa, um estudo de caso com características de pesquisa ação mediante observação participante e registro em caderno de campo. Diante da análise e dos resultados elaboramos um Produto Educacional, em formato de Minicurso a ser realizado com os professores de Língua Portuguesa atuantes na unidade escolar lócus da pesquisa, com objetivo de contribuir com a formação continuada o sentido de aprofundar os conhecimentos sobre utilização de Aplicativos Móveis para aprimorar a aprendizagem de alunos com TDAH nas aulas de Língua Portuguesa.

Membros da Banca:

Presidente - ELISANGELA DIAS BRUGNERA - UNEMAT

Membro Interno - ARIELE MAZOTI CRUBELATI MUSIALAK - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - EDNEUZA ALVES TRUGILLO - UNEMAT

Data: 12/02/2025 Hora: 08:00

Local: https://meet.google.com/dwn-uyaq-ffc

Título: FORMAÇÃO CONTINUADA PARA PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA: UMA ANÁLISE ACERCA DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INCLUSIVAS EM UMA ESCOLA MUNICIPAL DE SINOP-MT    

Palavras-chave: Formação de professores. Educação física inclusiva. Adaptação curricular. Práticas Pedagógicas Inclusivas.    

Páginas: 155

Resumo: Esta pesquisa teve como objetivo geral analisar como são aplicadas as formações continuadas para os profissionais da educação e promover capacitação sobre a inclusão aos professores de Educação Física na Escola Municipal de Educação Básica Armando Dias em Sinop-MT. A justificativa de escolha desta temática de pesquisa parte de minhas experiências enquanto docente do componente curricular de Educação Física, ao observar os déficits na formação dos professores para propiciar aulas de fato inclusivas aos estudantes com deficiência. Neste sentido, busquei fortalecer com esta pesquisa a necessidade de formação continuada especifica aos professores de Educação Física visando atender as atuais demandas sobre a complexidade da educação inclusiva. A partir dos objetivos de pesquisa definidos e objeto de pesquisa delimitado lancei a seguinte pergunta de pesquisa: como propor uma formação continuada que auxilie os docentes em suas aulas com os estudantes com deficiência? Para o desenvolvimento da pesquisa a mesma pautou-se na abordagem metodológica qualitativa com foco na pesquisa-ação, que é descrita por Marconi e Lakatos (2022). Os participantes desta pesquisa foram dois professores de Educação Física atuantes nas turmas de 1° ao 3° ano do Ensino Fundamental I e um coordenador pedagógico graduado em Pedagogia, ambos profissionais efetivos da rede municipal de ensino de Sinop-MT, lotados na instituição EMEB Armando Dias. O produto educacional desenvolvido nesta pesquisa foi um curso de formação continuada, este realizado em umperíodo de seis meses, de abril a setembro de 2024 tendo a participação de todos os professores da instituição campo de pesquisa EMEB Armando Dias. Para compor a discussão teórica e análise de dados da pesquisa, foram utilizados os estudos de: Almeida; Santos (2020), Campos e Silva (2021), Ferreira e Lopes (2019), Fiorini (2015), Martins, Gomes e Costa (2017), Santos e Carvalho (2020).Como resultados da presente pesquisa, observo que a formação continuada é um fator fundamental para dar os subsídios necessários para complementar a atuação profissional dos professores, assim como superar os déficits encontrados na formação inicial. A adoção da pesquisa-ação como método de pesquisa foi essencial para promoção de um diálogo mais próximo entre pesquisadora e participantes, além de efetivamente abordar as reais necessidades e problemáticas enfrentadas pelos participantes da pesquisa em sua prática docente. Por fim, o produto educacional (curso de formação continuada) demonstrou ser um instrumento essencial para o desenvolvimento profissional dos professores e para a promoção da inclusão escolar. 

Membros da Banca:

Presidente - ARIELE MAZOTI CRUBELATI MUSIALAK - UNEMAT

Membro Interno - CHIARA MARIA SEIDEL LUCIANO DIAS - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - NATALIA CRISTINA DE OLIVEIRA - UFMS

Data: 11/02/2025 Hora: 14:30

Local: https://meet.google.com/vcx-mfiv-zvd

Título: NARRATIVAS E PRÁTICAS DE PROFESSORES: Inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista. Ensino Fundamental. Práticas de ensino. Formação de professores. Narrativas.

Páginas: 120

Resumo: Nas últimas décadas, as políticas públicas e a legislação educacional brasileira, em conformidade com as declarações internacionais, prescrevem a educação como um direito fundamental, em particular, assegurando a estudantes que constituem o público-alvo da educação especial o acesso, a permanência, a participação e a aprendizagem em classes comuns. Considerando o paradigma inclusivo nesse contexto, esta pesquisa teve como objetivo geral analisar como acontece a inclusão de estudantes com TEA matriculados no 6º ano do Ensino Fundamental em uma escola pública estadual do município de Sinop – MT, a partir das narrativas e práticas dos professores. O estudo se orientou por uma abordagem qualitativa, na modalidade de estudo de caso. Para tanto, a coleta de dados foi realizada através de observações não participante em duas turmas de 6º ano nas quais há estudantes com TEA matriculados, além de entrevistas semiestruturadas com oito professores que ministram aulas nessas turmas. Os dados foram analisados utilizando o método de análise de conteúdo descrito por Bardin (1997), com suporte do aporte teórico sobre a educação inclusiva, TEA e formação de professores. Os resultados da pesquisa apontam que os professores reconhecem a importância da educação inclusiva e contribuem com os processos de inclusão dos estudantes com TEA de acordo com suas percepções e as condições ofertadas pela escola, apontam desafios, principalmente relativos a estratégias eficazes para trabalharem com estudantes autistas que não acompanham o fluxo de aprendizagem previsto para a turma, que a formação continuada baseada na realidade ajudaria a superar tais desafios. Foi constatado também que a atuação do professor de apoio pedagógico, em conjunto com o professor na sala de aula comum, contribui para o desenvolvimento de práticas de ensino mais efetivas para o processo de escolarização e inclusão do estudante com TEA, tendo em vista a possibilidade de as ações pedagógicas serem mais individualizada. O recurso educacional resultante deste estudo consiste em um caderno pedagógico com sugestões de atividades adaptadas, para que professores dos anos finais do Ensino Fundamental possam utilizar como referência na elaboração de atividades para seus estudantes que estão em processo de alfabetização.

Membros da Banca:

Presidente - CHIARA MARIA SEIDEL LUCIANO DIAS - UNEMAT

Membro Interno - IVONE JESUS ALEXANDRE - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - EDNEUZA ALVES TRUGILLO - UNEMAT

Data: 13/12/2024 Hora: 07:00

Local: https://meet.google.com/swm-bjxj-zbq

Título: TECNOLOGIA ASSISTIVA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES DE INCLUSÃO

Palavras-chave: Cultura Corporal Movimento; Estratégias Pedagógicas; Diversidade.

Páginas: 82

Resumo: O contexto histórico da Educação Física demonstra que os estudantes mais fortes, ágeis, rápidos e habilidosos foram ao longo do tempo mais valorizados em relação àqueles que não possuíam tais características. Ao passar dos anos, a Educação Física iniciou a valorização de outras características, como o trabalho em equipe, a socialização, o respeito às regras e os conhecimentos assimilados com as unidades temáticas vivenciadas. Quando abordamos a Educação Física Inclusiva, ainda encontramos uma série de dificuldades para promover ambientes de aprendizagem que favoreçam a todos, em especial, para o contexto que envolve a formação inicial e continuada dos professores. A tecnologia assistiva pode funcionar como um recurso que visa contribuir complementando ou suplementando as necessidades do público-alvo da Educação Especial, neste caso nas aulas de Educação Física. Nesse sentido, a questão problema que norteou esta pesquisa foi: como os professores de Educação Física do município de Aripuanã/ MT utilizam as Tecnologias Assistivas em suas aulas? Portanto, este trabalho tem como objetivo analisar o uso das Tecnologias Assistivas nas aulas de Educação Física da rede municipal de ensino no município de Aripuanã/ MT. A metodologia utilizada foi a pesquisa qualitativa descritiva e os sujeitos do estudo foram oito professores de Educação Física do município de Aripuanã/ MT. A coleta de dados se deu por meio do questionário e da entrevista e a análise dos dados ocorreu por meio dos eixos temáticos. Os principais resultados apontaram que a Tecnologia Assistiva ainda é pouco explorada dentro da Educação Física. Apesar do seu potencial, muitos professores de Educação Física ainda enfrentam dificuldades em utilizar esses recursos por falta de formação e suporte adequado. O produto educacional originário desta pesquisa visa contribuir para suprir a lacuna que envolve os temas apresentados e discutidos nesta pesquisa, estruturado para fornecer aos professores ferramentas teóricas e práticas que os auxiliem na compreensão do processo de inclusão e na aplicação das tecnologias assistivas nas aulas de educação física, dividido em três módulos que abordam aspectos fundamentais para a formação docente. Desse modo, acredita-se que sejam fundamentais investimentos em formação continuada e acesso a materiais/ equipamentos especializados e específicos para que os professores possam conhecer e implementar estratégias inclusivas eficazes.  

Membros da Banca:

Presidente - ROBSON ALEX FERREIRA - UNEMAT

Membro Interno - SUMAYA FERREIRA GUEDES - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - EDNEUZA ALVES TRUGILLO - UNEMAT

Data: 11/12/2024 Hora: 09:00

Local: https://meet.google.com/afr-kzve-vzx

Título: TECNOLOGIA ASSISTIVA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: POSSIBILIDADES PARA O ATENDIMENTO DAS CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)

Palavras-chave: Educação; Educação Inclusiva; Autismo.

Páginas: 105

Resumo: A presente pesquisa teve como objetivo analisar como a Tecnologia Assistiva (TA) é utilizada na sala de aula comum na Educação Infantil no atendimento das crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A TA é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba, entre outros, recursos, metodologias e estratégias que objetivam desenvolver habilidades que venham a contribuir para a participação plena do público-alvo da Educação Especial na educação escolar. O TEA se caracteriza por ser um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta de forma persistente, entre outros, a comunicação e a interação social da pessoa. O estudo apresenta como questão problema: como a TA pode auxiliar o docente na elaboração de materiais didáticos pedagógicos para criança com TEA na sala de aula comum de ensino da educação infantil? A metodologia adotada foi a pesquisa qualitativa descritiva. As entrevistadas foram 8 professoras, sendo 7 da sala comum de ensino e 1 da sala do atendimento educacional especializado (AEE). Os instrumentos de coleta foram: entrevista semiestruturada, observações e diário de campo e a análise dos dados se deu por meio dos eixos temáticos: I - O uso das tecnologias em sala; II - A compreensão da TA; III - A criança autista na educação infantil; IV - Formação continuada e V - A TA e suas ferramentas para o atendimento das crianças com autismo. Buscou-se em teóricos como, Sassaki, (2007), Zavareze, (2009), Souza (2008) na abordagem sobre a educação inclusiva e Kuhlmann Jr (2010) e documentos referenciais, como BNCC (2017) para consolidar a educação infantil e os processos inclusivos. Acerca da TA e suas possibilidades os autores principais de embasamento foram, Bersh (2009;2013; 2017) e Galvão Filho (2009; 2012). As professoras pesquisadas utilizam material adaptado para suas aulas, contudo, elas não associam esses materiais as ferramentas ofertadas na TA, os resultados apontaram que há um equívoco no conceito de TA confundindo-a com tecnologia da informação. Outro ponto destacado nos resultados refletem o reconhecimento por parte das professoras da necessidade do aprofundamento acerca dos estudos envolvendo crianças autistas, visto, que cada uma apresenta características distintas dentro do espectro. O produto educacional apresentado ocorreu por meio de uma formação continuada no espaço escolar, um minicurso, abrangendo os conceitos da TA e suas possibilidades de utilização nas aulas com crianças com TEA e a legislação acerca do público-alvo da educação especial. Diante dos resultados coletados conclui-se que as professoras se preocupam com uma formação que atenda suas necessidades a fim de atender a todas as crianças. No que se refere a TA, pelas características interdisciplinares que possui, se mostrou um elemento essencial para atender as necessidades dos autistas e possibilitar desta forma, aulas que de fato são inclusivas.

Membros da Banca:

Presidente - ROBSON ALEX FERREIRA - UNEMAT

Membro Interno - SUMAYA FERREIRA GUEDES - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - EDNEUZA ALVES TRUGILLO - UNEMAT

Data: 30/09/2024 Hora: 14:00

Local: Via Google Meet - https://meet.google.com/ncd-ipyf-ebo

Título: O ENSINO DE MATEMÁTICA E A DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: concepções de professores dos anos finais do ensino fundamental em uma escola pública de Mato Grosso

Palavras-chave: Inclusão. Deficiência Intelectual. Ensino de Matemática. Educação Básica.

Páginas: 96

Resumo: Esta pesquisa investigativa tenciona provocar reflexões acerca do papel do professor de Matemática, considerando a maneira como planeja e estimula a participação e a aprendizagem do estudante com deficiência intelectual, no contexto da educação inclusiva. Nesse sentido, deseja-se que esta pesquisa contribua com a prática de professores de Matemática dos anos finais do Ensino Fundamental, no processo de escolarização de estudantes com deficiência intelectual. Para tanto, tem-se como objetivo principal, analisar como as práticas e planejamentos acontecem no processo de ensino a partir das concepções e narrativas de professores em uma escola pública do estado de Mato Grosso. Os referenciais teóricos que balizaram o objeto pesquisado se organizaram de maneira a apresentar o contexto da deficiência intelectual, descrever a formação de professores para a educação inclusiva e aspectos da educação matemática que fortalecem o ensino inclusivo. Os instrumentos de pesquisa utilizados para reunir as informações validadas para a produção de dados foram questionários, com questões abertas e fechadas, respondidos por professores da disciplina de matemática da Escola Estadual Deputado João Evaristo Curvo. A análise das respostas dos colaboradores possibilitou inferir que, mesmo diante das dificuldades estruturais enfrentadas na atuação da educação inclusiva, os professores conseguem promover adaptações curriculares de pequeno porte para estudantes com deficiência intelectual e buscam a utilização de métodos inovadores, sobretudo com a utilização do lúdico e, que se mostram capazes de promover aprendizagem significativa.

Membros da Banca:

Presidente - CHIARA MARIA SEIDEL LUCIANO DIAS - UNEMAT

Membro Interno - ARIELE MAZOTI CRUBELATI MUSIALAK - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - THIAGO BEIRIGO LOPES - IFMT

Data: 30/09/2024 Hora: 09:00

Local: https://meet.google.com/vjj-zbuw-vty

Título: A UTILIZAÇÃO DA TECNOLOGIA ASSISTIVA NO ATENDIMENTO A CRIANÇAS COM TEA: PERCEPÇÕES DE PROFESSORES DA SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL

Palavras-chave: Educação Infantil; Transtorno do Espectro Autista; Tecnologia Assistiva; Ensino aprendizagem.

Páginas: 150

Resumo: A pesquisa teve como objetivo investigar a potencialidade de aplicativos móveis como instrumento pedagógico para desenvolvimento da aprendizagem de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) não verbal. O estudo analisou o uso da Tecnologia Assistiva (TA) na sala de recursos Multifuncional durante a Educação Infantil, com foco no atendimento a crianças com TEA. A TA abrange um conjunto de produtos, serviços, técnicas e métodos que auxiliam na melhoria das habilidades funcionais de pessoas com deficiência, promovendo a inclusão e uma vida mais autônoma. O TEA é caracterizado por comprometimentos na interação social e comunicação, além de comportamentos, interesses e atividades restritos e repetitivos, cujas manifestações variam conforme o desenvolvimento e a idade do indivíduo.  Foi realizada uma revisão abrangente da literatura sobre o uso de TA e aplicativos móveis na educação de crianças com TEA. Essa revisão forneceu a base teórica necessária para entender o estado atual das práticas pedagógicas utilizadas pelas professoras do AEE (Atendimento Educacional Especializado) na educação infantil, verificando quais dificuldades   e desafios enfrentados pelas professoras no Ensino-Aprendizagem e no desenvolvimento da comunicação das crianças com TEA não verbal. Neste contexto, a pesquisa levantou a seguinte questão: Os aplicativos móveis podem ser utilizados como recursos tecnológicos nas atividades pedagógicas na educação infantil e podem auxiliar na comunicação e no desenvolvimento da aprendizagem de crianças com TEA não verbais? A metodologia adotada foi qualitativa descritiva, com a participação de cinco professoras da Sala Recursos Multifuncional (SRM) do AEE da educação infantil. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas e analisados com base em eixos temáticos. Os resultados indicaram que as professoras tem conhecimento sobre a tecnologia assistiva, e algumas utilizam em suas práticas pedagógicas e integram tecnologias móveis no ensino e comunicação dessas crianças. As educadoras perceberam que os aplicativos móveis oferecem novas formas de engajamento e interação adaptadas às necessidades individuais dos alunos. Além disso, as professoras participaram da avaliação do  caderno pedagógico, apresentado em um minicurso de formação continuada no espaço escolar, abrangendo conceitos de TA e sua aplicação em aulas com crianças com TEA, bem como a legislação relacionada à educação especial. As professoras consideraram o caderno pedagógico,  uma ferramenta importante  para a adaptação das atividades pedagógicas às necessidades dos alunos com TEA. A avaliação do caderno pedagógico também revelou que seu uso estimulou uma reflexão crítica entre as professoras, incentivando-as a aprimorar suas práticas pedagógicas com base nas teorias estudadas. Essa integração entre teoria e prática foi vista como um dos principais pontos fortes do caderno, facilitando não apenas a adaptação de conteúdo para alunos com TEA, mas também a capacitação contínua das docentes.

Membros da Banca:

Presidente - SUMAYA FERREIRA GUEDES - UNEMAT

Membro Interno - CHIARA MARIA SEIDEL LUCIANO DIAS - UNEMAT

Membro Interno - ROBSON ALEX FERREIRA - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - VALQUIRIA PERASSOLO - SEDUC

Data: 30/09/2024 Hora: 08:00

Local: meet.google.com/ijf-ccru-auu

Título: A UTILIZAÇÃO DE RECURSOS DE TECNOLOGIA ASSISTIVA NA ALFABETIZAÇÃO DE ESTUDANTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA PERSPECTIVA DA FORMAÇÃO DOCENTE

Palavras-chave: Educação inclusiva, Tecnologia Assistiva, Alfabetização, Transtorno do Espectro autista (TEA)  

Páginas: 120

Resumo: Esta pesquisa investiga o impacto do uso de tecnologia assistiva na alfabetização de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), promovendo práticas educacionais que integram a tecnologia assistiva no ensino desses alunos. O objetivo é aprimorar as habilidades pedagógicas dos educadores e o processo de aprendizagem dos alunos com TEA, através de recursos tecnológicos que promovem inclusão e acessibilidade no ambiente escolar. Esta pesquisa tem como questão norteadora a seguinte pergunta: Como, em um contexto de formação continuada, o uso e desenvolvimento de recursos de Tecnologia Assistiva como materiais complementares ao livro didático pode contribuir com o processo de alfabetização de estudantes com TEA? A metodologia adotada é qualitativa e exploratória, sendo um estudo de caso com características de pesquisa-ação. Como produto educacional foi desenvolvido um curso de formação para professores, intitulado "Tecnologia Assistiva na Alfabetização de Estudantes com TEA", oferecido para as professoras de primeiro e segundo ano do ensino fundamental, que atuam nas turmas de alfabetização, da Escola Municipal de Educação Básica Professora Tereza Lobo, em Cuiabá – MT, onde a pesquisadora trabalha. Esse curso foi validado através de atividades práticas com alunos com TEA em processo de alfabetização, demonstrando que o produto educacional auxiliou os professores a implementar atividades mais eficazes para a alfabetização desses alunos.

Membros da Banca:

Presidente - ELISANGELA DIAS BRUGNERA - UNEMAT

Membro Interno - ARIELE MAZOTI CRUBELATI MUSIALAK - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - ALINE FERNANDA VENTURA SAVIO LEITE - UFR

Data: 27/09/2024 Hora: 19:00

Local: on line:meet.google.com/rni-frty-xbx

Título: REALIDADE AUMENTADA NO ENSINO DE ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: uma sequência didática para aprendizagem dos Domínios Morfoclimáticos do Brasil

Palavras-chave: Educação Inclusiva. Educação Especial. Realidade Aumentada. Tecnologia Assistiva. Deficiência Intelectual.  

Páginas: 92

Resumo: A presente dissertação apresenta os elementos constituintes da pesquisa que respaldou a criação, desenvolvimento e validação da Sequência Didática enquanto Produto Educacional, requesito do percurso formativo do Mestrado Profissional em Educação Inclusiva em Rede Nacional (PROFEI). Desta forma, é exposto todo processo teórico-metodológico que culminou na produção e validação da Sequência Didática com o uso da tecnologia Realidade Aumentada no processo de ensino-aprendizagem de estudantes com Deficiência Intelectual, em contexto de sala de aula comum. Desse modo, tem-se como objetivo: Construir uma Sequência Didática para o processo de ensino-aprendizagem do conteúdo Domínicos Morfoclimáticos com o auxílio de recursos da Realidade Aumentada, adequando as necessidades de aprendizagem de alunos com Deficiência Intelectual dos Anos Finais do Ensino Fundamental da Escola Estadual Comendador José Pedro Dias, situada no município de Juara – Mato Grosso.­ Apresenta-se como questão norteadora: O uso da Realidade Aumentada contribuiu para o aprendizado dos conteúdos de Domínios Morfoclimáticos por parte dos estudantes com Deficiência Intelectual? A relevância deste estudo se traduz pela demanda nas matrículas de estudantes com Deficiência Intelectual nas escolas regulares, com cerca de 47% do total de matriculados na modalidade Educação Especial. A metodologia  adotada se carateriza por uma pesquisa de método observacional e abordagem qualitativa, no tocante aos procedimentos tem-se a pesquisa blibliográfica no momento de construção do arcabouço teórico que ancorou as discussões e reflexões, e  num segundo momento a pesquisa-ação. Como referencial teórico fundamental, utilizou-se Herpich (2019) e  Tori, Kirner e Siscouto (2006) na conceituação e aplicabilidade da Realidade Aumentada, Creswell (2014) , Lakatos e Marconi (2007), Minayo, (2009) e Thiollent (apud Gil, 2019),  no delinear metodológico da pesquisa e Vigotsky (1997, 1998) na perspectiva pedagógica e na análise dos dados. Os resultados encontrados sugerem que a Realidade Aumentada pode contribuir na aprendizagem ativa e significativa dos estudantes participantes, demonstrando assim, evidências que estes comprenenderam o conteúdo ensinado. 

Membros da Banca:

Presidente - ELISANGELA DIAS BRUGNERA - UNEMAT

Membro Interno - SUMAYA FERREIRA GUEDES - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - MAYKER LAZARO DANTAS MIRANDA - IFTM

Data: 26/09/2024 Hora: 14:30

Local: online -

Título:     Alfabetização e letramento de estudantes com Transtorno do Espectro Autista: Estudo do Método IntraAct Brasil

Palavras-chave:   leitura, aquisição da escrita, método IntraAct, autismo, inclusão

Páginas: 135

Resumo: Este estudo versa sobre a alfabetização e letramento de estudantes diagnosticados com transtorno do espectro autista (TEA) na sala regular a partir do método IntraAct, instituído como política pública municipal de alfabetização, em Alta Floresta/MT. Tem como principal objetivo investigar as contribuições do método IntraAct na alfabetização e letramento de estudantes com diagnóstico de TEA cursando o 1° ano do Ensino Fundamental. Esta dissertação caracteriza-se como um estudo qualitativo, no qual o caminho metodológico percorrido foi a pesquisa-ação. A coleta de dados se deu mediante avaliação diagnóstica, plano de ação, avaliação formativa/somativa e análise de documentos. A pesquisa-ação foi realizada na Escola Municipal Professor Benjamin Padoa no município de Alta Floresta, Mato Grosso, com um estudante, bem como foram feitas análises de documentos de seis estudantes matriculados nas turmas de primeiro ano da referida escola. O embasamento teórico concentra-se nos estudos de Cagliari (2007), Cagliari (2006) Lemle (2009, Soares (2014), Soares (2020) e Kleiman (2012), Marques, Barbosa, Gomes (2018), Mantoan, Prieto e Arantes (2006), Teixeira, (2016), Volkmar, Wiesner, (2019), Oliveira, Trentine, (2023), Flick (2009), Creswell (2007) Gil (2008),  Prodanov, Freitas (2013) e Thiollent (1986). Por meio da análise dos dados constatou-se que o estudante que participou da pesquisa-ação atingiu nível satisfatório de alfabetização e letramento ao ser submetido ao método IntraAct. O produto pedagógico resultante do estudo constitui-se em jogos pedagógicos e sua aplicação demonstrou sua usabilidade tornando lúdica a aprendizagem do estudante com TEA participante da pesquisa-ação.

Membros da Banca:

Presidente - NILCE MARIA DA SILVA - UNEMAT

Membro Interno - CHIARA MARIA SEIDEL LUCIANO DIAS - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - RENATA CRISTINA DE LACERDA CINTRA BATISTA NASCIMENTO - UNEMAT

Data: 24/09/2024 Hora: 14:00

Local: sala do meet : Identificação da reunião meet.google.com/oka-hjkf-ruv

Título: O COENSINO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: Experiência vivenciada em duas salas de aula no município de Sinop - MT    

Palavras-chave: Coensino; Educação Infantil; ações colaborativas; Educação Inclusiva.    

Páginas: 112

Resumo: A presente pesquisa buscou analisar como as ações colaborativas utilizando-se da proposta do Coensino podem contribuir com desenvolvimento das crianças público alvo do Atendimento Educacional Especializado (AEE) em uma escola de Educação Infantil no município de Sinop-MT. No estudo de revisão bibliográfica formam analisados a Constituição Federal de 1988, Declaração Mundial da UNESCO (1990), Declaração de Salamanca (1994), Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva (2008), Declaração de Incheon (2015), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação n° 13.005/2014, Lei n°13.146/2015, Resolução n° 4/2009 e Normativa municipal n° 002/SMEEC/2022. Para composição da fundamentação teórica que discute a Educação Especial em uma perspectiva inclusiva foram analisamos as obras de Mendes (2010), Mantoan (2015 e 2021), Rabelo (2012), Mendes, Vilaronga e Zerbato (2014), Mendes, Almeida e Toyoda (2011), Stopa (2002), Braun e Marin (2013) e Capelline e Mendes (2008). A pesquisa utilizou a metodologia qualitativa sendo caracterizada como uma pesquisa colaborativa, uma modalidade de investigação que permite a pesquisadora atuar junto com as professoras do ensino comum e assim contribuir para com a formação docente. Nas etapas de desenvolvimento da pesquisa de campo, primeiramente foi realizada uma reunião com todos os professores da unidade escolar e em seguida aplicado um questionário com seis questões semiestruturadas para todos os 15 professores da unidade educativa. Na sequência foi realizada a entrevista composta por cinco questões que foram gravadas (com gravador e/ou celular) e transcritas para uma melhor análise dos dados, com os gestores da escola, composta pela diretora e por uma coordenadora e com a coordenadora da Educação Especial do município de Sinop. Posteriormente foi realizada a experiência da prática do Coensino em duas salas de Educação Infantil do ensino comum que atendiam crianças público alvo da Educação Especial (PAEE). As atividades de Coensino foram realizadas uma vez na semana com duração de 4 horas, pelo período de quatro meses. O diário de bordo foi um instrumento utilizado nesta etapa da pesquisa com o intuito de facilitar e organizar o registro das situações pertinentes a pesquisa. A pesquisa buscou, portanto, investigar como as ações colaborativas entre o professor que atua no Atendimento Educacional Especializado (AEE), e o professor que atua na sala comum, utilizando -se da proposta do Coensino podem contribuir com desenvolvimento das crianças PAEE na Educação Infantil. Os resultados alcançados com a relação à literatura pesquisada mostram que o Coensino favorece a inclusão escolar e o desenvolvimento de todas as crianças. Após a vivencia da proposta no ensino comum foi possível perceber as contribuições que o Coensino oportuniza no desenvolvimento das crianças PAEE, no entanto fico nítido também a necessidade de mais estudos sobre práticas colaborativas e suas possibilidades de desenvolvimento, para que haja entre os professores maior interação e compreensão sobre as contribuições que o Coensino possibilita na busca de uma educação inclusiva eficaz. A pesquisa também aponta o anseio dos professores por formações continuadas que contemplem a inclusão escolar. Os dados obtidos na pesquisa propiciaram a elaboração de um material de apoio pedagógico (Guia Pedagógico) para orientar os professores da sala comum sobre as possibilidades de ações colaborativas entre ele e o professor especialista que atua na sala do AEE, na perspectiva de uma Educação Inclusiva de qualidade.    

Membros da Banca:

Presidente - IRENE CARRILLO ROMERO BEBER - UNEMAT

Membro Interno - ROBSON ALEX FERREIRA - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - EDNEUZA ALVES TRUGILLO - UNEMAT

Data: 23/09/2024 Hora: 14:00

Local: Defesa Jesiel Segunda-feira, 23 de setembro · 14:00 até 15:00 meet.google.com/zhj-quct-nkg

Título: O ENSINO DAS FIGURAS DE LINGUAGEM A ESTUDANTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ENSINO MÉDIO

Palavras-chave: Ensino Colaborativo; Figuras De Linguagem; TEA; Ensino Médio.

Páginas: 129

Resumo: A Educação Especial e Inclusiva teve e tem destaque neste momento contribuindo com um plano de atendimento aos alunos com deficiências em escolas onde este público seja capaz de desenvolver suas potencialidades. Essa dissertação teve como principal objetivo desenvolver um produto educacional direcionado para o ensino de figuras de linguagem, para estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) do ensino médio. Para isso, foi realizada uma coleta de dados por meio da pesquisa bibliográfica e a pesquisa de campo. Logo, literaturas sobre a temática foram analisadas, fichadas e resumidas; já a pesquisa de campo se deu por meio de seleção de quatro estudantes com TEA, suporte nível 1, e um estudante com suporte nível 2, todos do Ensino Médio – devidamente matriculados na Sala de Recursos de uma escola do município de Rondonópolis-MT, em que foram submetidos a duas atividades diagnóstica com 10 questões cada uma, sendo a primeira sem os recursos de figuras explicativas e a segunda contendo figuras que auxiliaram os estudantes a entenderem melhor o sentido figurado das questões. A pesquisa teve prévia autorização do Comitê de Ética da Universidade Estatual de Mato Grosso, bem como dos pais e/ou responsáveis dos estudantes por meio do Termo de Consentimento. Com os levantamentos dos resultados do diagnóstico, e após realizadas as análises foi feita uma cartilha, com as mais figuras de linguagem mais comuns. Esse estudo parte de um trabalho colaborativo direto com a professora da Sala de Recursos e Multimídia (SRM) e visa auxiliar professores que atuam na educação básica no atendimento a esse público que cada vez mais serão incluídos na sala de aula comum, corroborando no alcance dessas habilidades, proporcionando melhor lidar com a vida fora da escola. Os principais resultados demonstraram que com o uso de recursos bem direcionados para o ensino/aprendizagem de estudantes com TEA é possível obter melhores resultados, colaborando, assim, para o desenvolvimento das habilidades deste público-alvo.

Membros da Banca:

Presidente - LUCIENE NEVES SANTOS - UNEMAT

Membro Interno - CHIARA MARIA SEIDEL LUCIANO DIAS - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - ESTELA INÊS LEITE TOSTA - SEDUC - MT

Data: 16/09/2024 Hora: 08:00

Local: meet.google.com/uww-xkvs-jhp

Título: Políticas Públicas de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva: Um estudo de caso de São Miguel do Araguaia - GO    

Palavras-chave: Política; inclusão; atendimento; escola pública, direito     

Páginas: 84

Resumo: Esta pesquisa teve como objeto de estudo a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e sua implementação no município de São Miguel do Araguaia, no estado de Goiás. As Políticas Públicas Educacionais referem-se às ações, programas e medidas implementadas pelos governos e outras entidades responsáveis pela educação de um país ou região. A concepção de escola inclusiva enfatiza a importância de garantir que todos os estudantes, independentemente de suas características individuais, tenham acesso a uma educação de qualidade em um ambiente escolar regular. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, cujo objetivo é analisar como a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e as políticas públicas inclusivas do estado de Goiás estão sendo implementadas na rede pública do município de São Miguel do Araguaia, no que se refere aos encaminhamentos e às ações existentes. O corpo teórico da pesquisa tem como orientação o materialismo histórico e dialético, que considera as contradições presentes em nosso modo atual de produção. Com especial enfoque na na Teoria Histórico-Cultural, pois essa abordagem é fundamentada em princípios marxianos buscando explicar a dinâmica social, política e econômica da sociedade humana ao longo do tempo. Os procedimentos metodológicos foram o  estudo da legislação que fundamenta a Política inclusiva e pesquisa de campo mediante entrevistas semiestruturadas com os seguintes atores: coordenador regional de Educação, o coordenador do Ensino Fundamental das séries finais, o mediador da inclusão, o secretário municipal de Educação, o coordenador municipal da inclusão e os professores das Salas de Recursos de duas escolas, sendo uma municipal de Ensino Fundamental - séries iniciais e outra estadual de Ensino Fundamental -  séries finais, realizadas de forma presencial. Foram analisados documentos referentes às políticas da educação especial, documentos normativos em nível nacional, estadual e do município que fizeram parte da amostra do universo investigado. Os resultados alcançados na pesquisa de campo demonstram que o município de São Miguel do Araguaia tem buscado a implementação de documentos normativos que preveem a efetivação das políticas públicas de educação inclusiva, todavia, nem todas as leis são efetivadas em sua íntegra. Os dados coletados na pesquisa de campo, por meio das categorias de análise, sendo elas: a inclusão dos alunos no Município de São Miguel do Araguaia; Salas de  Recursos Multifuncionais – SRM e a organização funcional do Atendimento Educacional Especializado – AEE/SRM, tais categorias evidenciam que os  encaminhamentos legais estão postos. Contudo, ao analisar os dados, identificamos educandos público alvo da Educação Especial em classes especiais, o que contradiz  as afirmações em benefício da inclusão e demonstram ações pautadas ainda no período da integração, ou seja, permanecem na mesma escola com seus pares,  mas em espaços separados. Conclui-se, então, que o processo da inclusão no contexto escolar está encaminhado no município, que seus avanços são consideráveis, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido.    

Membros da Banca:

Presidente - IRENE CARRILLO ROMERO BEBER - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - ISABELA AUGUSTA ANDRADE SOUZA - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - Everson Manjinski - UEPG

Data: 05/09/2024 Hora: 19:00

Local: https://meet.google.com/aez-rkau-yih

Título: AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA DIGITAL COMO PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA ESTUDANTES COM ALTAS HABILIDADES/ SUPERDOTAÇÃO

Palavras-chave: Tecnologia Digital; Práticas Pedagógicas; Inclusão escolar. 

Páginas: 99

Resumo: Esta dissertação consiste em analisar as tecnologias digitais como proposta pedagógica para estudantes com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD), inserida no contexto da educação inclusiva podem ser utilizadas para enriquecer a aprendizagem destes estudantes. A questão problema elencada foi: de que maneira as tecnologias digitais podem favorecer a construção de saberes de estudantes identificados como AH/SD? A pesquisa de natureza qualitativa descritiva ocorreu na Escola Municipal de Educação Básica Profa. Leni Teresinha Benedetti, em Sinop-MT, e envolveu 30 professores. Os instrumentos utilizados para a coleta de dados foram: a entrevista semiestruturada, as observações das práticas pedagógicas dos professores e o diário de campo. Como suporte para entendimento de nosso referencial teórico, dentre outros autores, utilizamos Gardner (1989), Renzulli (1978), Fleith (2006), Pérez (2004), e Alencar e Fleith (2001), que abordam a necessidade de identificar e atender as altas habilidades/superdotação no contexto educacional brasileiro. Os principais resultados revelaram uma compreensão variada e, muitas vezes, limitada sobre os conceitos de múltiplas inteligências, altas habilidades e das contribuições das tecnologias digitais para este público. As respostas também indicaram uma necessidade urgente de formação continuada e detalhada sobre esses temas, a fim de que os professores possam reconhecer e apoiar adequadamente estes estudantes que apresentam características diversas. A fim de suprir tais necessidades, como produto educacional, desenvolvemos um guia formativo intitulado "As Múltiplas Inteligências e as Altas Habilidades/Superdotação na Educação Digital: conceitos, estratégias e práticas", destinado a apoiar os professores na implementação de práticas pedagógicas inclusivas e tecnológicas. Conclui-se que é essencial uma formação que dê suporte aos professores para integrar as tecnologias digitais nas suas práticas pedagógicas, assegurando uma educação de qualidade e inclusiva para todos os estudantes. Os dados coletados indicam que, quando utilizadas adequadamente, as tecnologias digitais podem transformar o processo de ensino e aprendizagem, criando um ambiente inclusivo que facilita o desenvolvimento dos estudantes com altas habilidades.

Membros da Banca:

Presidente - ROBSON ALEX FERREIRA - UNEMAT

Membro Interno - SUMAYA FERREIRA GUEDES - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - EDNEUZA ALVES TRUGILLO - UNEMAT

Data: 05/09/2024 Hora: 08:00

Local: Híbrido - Presencial no Campus de Juara e pelo Link : https://meet.google.com/hhp-msga-iut

Título: ENSINO EM DUAS ESCOLAS PÚBLICAS DE JUARA -MATO GROSSO: ANÁLISES ACERCA DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS PARA ESTUDANTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)

Palavras-chave: Aprendizagem. Ensino colaborativo. Inclusão. Autismo

Páginas: 154

Resumo: O trabalho apresenta reflexões sobre o processo de ensino contemporâneo, principalmente, sobre o desenvolvimento da aprendizagem de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no ambiente escolar público do estado de Mato Grosso - MT. Consideramos a oferta de metodologias inovadoras na Educação Especial e Inclusiva como ponto orientador da pesquisa, especificamente, em duas escolas de educação básica de Juara- MT. A pesquisa tem como público alvo dois estudantes com TEA que estão sendo atendidos no Atendimento Educacional Especializado (AEE) e também nas classes comuns de ensino. A exploração dos aportes teóricos nos respaldará quanto a resposta da problemática em questão de como acontece a inclusão dos estudantes com TEA, e se existe a permanência qualitativa no Atendimento Educacional Especializado (AEE) e no atendimento regular, observando, dessa forma, se existe trabalho colaborativo entre os docentes envolvidos com o público alvo da pesquisa. O objetivo geral da pesquisa é analisar as práticas pedagógicas ofertadas aos estudantes com TEA,  e, como objetivos específicos verificar (i) de que forma acontece a oferta do ensino aos dois estudantes com TEA no ambiente escolar de Juara/MT, relacionada às metodologias utilizadas pelos docentes tanto em classe comum como no AEE; (ii) averiguar se há trabalho colaborativo entre os (as) docentes do AEE e os das classes regulares de ensino que atendem os educandos da pesquisa; (iii) verificar se existem elaborações, oferta de jogos digitais e atividades específicas de acordo com o modo e o tempo dos estudantes público alvo da pesquisa e (iv) elaborar um guia prático com finalidade de subsídio teórico para os (as) docentes, como fomento às discussões relevantes referentes ao ensino de estudantes com TEA utilizando jogos digitais no ensino público de Juara-MT. Pretendemos assim, proporcionar uma reflexão da realidade educacional pesquisada em Juara. Para tanto, a presente pesquisa qualitativa tem, primeiramente, um constructo bibliográfico, pautado em livros, artigos, sites, blogs, plataformas, sítios de órgãos públicos federais e estaduais entre outros, e, conta também com a pesquisa empírica, com entrevistas com o corpo docente responsável pelos estudantes pesquisados, com os gestores e pais (ou responsáveis) dos estudantes autistas. Realizamos ainda observações referente aos envolvidos com as turmas dos estudantes pesquisados. Sendo assim, os resultados configuram-se como a análise dos processos de aprendizagem do público alvo da pesquisa, da práxis, reflexo do conhecimento específico dos docentes. O produto educacional apresenta-se com a elaboração de um guia orientador com sugestões de jogos digitais que poderão ser acessados no formato digital e interativo em um código de barra “Código QR” de fácil escaneamento por vários celulares com câmera, para verificar informações, além de apresentar  metodologias de ensino para estudantes com TEA, com o intuito de  fomentar o desenvolvimento dos estudantes com transtorno do espectro autista TEA no ensino aprendizagem, também haverá oferta de uma apresentação relacionada ao estudo nas escolas pesquisadas.

Membros da Banca:

Presidente - ARIELE MAZOTI CRUBELATI MUSIALAK - UNEMAT

Membro Interno - CHIARA MARIA SEIDEL LUCIANO DIAS - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - ALINE FERNANDA VENTURA SAVIO LEITE - UFR

Data: 31/07/2024 Hora: 19:00

Local: UNEMAT_Sinop

Título: OS SABERES DE EXPERIÊNCIAS NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA ESCOLAR: A PRÁXIS DO EDUCADOR EM CENA PELA HISTÓRIA DE VIDA NO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO

Palavras-chave: Saberes de experiência. Práxis. Educação Inclusiva. Atendimento Educacional Especializado. 

Páginas: 130

Resumo: Os saberes de experiências construídas ao longo da vida escolar são fundantes para a práxis do educador. Assim, neste estudo investigamos as relações, os processos e os movimentos que qualificam a práxis do educador no Atendimento Educacional Especializado (AEE) na especificidade das mediações que a historicidade produz na construção dos saberes de experiência. Dessa construção, nosso objeto de pesquisa consiste em apreender os saberes da experiência e as formações teórico-práticas, tanto inicial quanto continuada, situando esses dois movimentos do trabalho docente do professor no AEE na pluralidade e diversidade de estudantes do AEE. Para a pesquisa, lançamos mão, prioritariamente, da História de Vida, valendo-nos de técnicas de entrevistas para mergulhar nessas mediações. Também recorremos a técnica de coleta de dados de questionários para situar a forma que se revela e organiza os sujeitos de pesquisa, situando no entrecruzamento de análise documental. Participaram das entrevistas seis professoras que atuam em escolas públicas de Sinop. Quanto as categorias organizadoras de análises, orientamo-nos por constructos teóricos de Mendes e Vilaronga (2014), Piccolo (2022), Nóvoa (1992), Libâneo (2016), Freire (1996), Marx (1989) e Kuenzer (2002). Para a proposta do produto educacional, ainda em fase de construção, propomos um guia pedagógico dos saberes organizadores da práxis educativa dos professores de AEE, com a finalidade de fomentar os lugares de historicidades que atuam e medeiam os processos educativos dos professores especialistas. Consideramos que é essencial reconstruir os saberes da docência para prática inclusiva na educação, valorizando a história de vida dos professores no Atendimento Educacional Especializado, considerando o estágio do capitalismo flexível excludente sob seu modelo neoliberal.

Membros da Banca:

Presidente - MARION MACHADO CUNHA - UNEMAT

Membro Interno - SUMAYA FERREIRA GUEDES - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - GREGORY DUARTE JUFFO - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - PAOLA CARDOSO PURIN - IFRS

Data: 18/07/2024 Hora: 18:00

Local: Sala google meet.google.com/rqv-wuya-vha

Título: ALFABETIZAÇÃO DE ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL POR MEIO DE ATIVIDADES DE CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA

Palavras-chave: Palavras-chave: Inclusão. Práticas pedagógicas. Alfabetização. Consciência fonológica. Deficiência intelectual leve.

Páginas: 168

Resumo: Nossa sociedade é cercada pela língua escrita nas mais diferentes formas. As habilidades deleitura e escrita são constantemente requisitadas, logo, ser alfabetizado e se apoderar da línguaescrita são questões fundamentais para a escola, que deve ter como meta propiciar que todostenham a possibilidade de ler e escrever, inclusive o estudante com deficiência intelectual leve.Neste trabalho, apresentamos a fundamentação teórica e os dados preliminares, bem como ametodologia utilizada para esse fim. Pesquisa esta que, portanto, se propôs a analisar asintervenções pedagógicas que envolvem atividades de consciência fonológica para odesenvolvimento do sistema de escrita alfabética a estudantes com deficiência intelectual leve,matriculados nos anos finais do ensino fundamental. Os objetivos específicos são: investigarsobre a história de vida desses estudantes, partindo do contexto social do nascimento até a vidaescolar; identificar o conhecimento real sobre o sistema alfabético, especificamente no que dizrespeito às habilidades de escrita e leitura; avaliar os efeitos de atividades de consciênciafonológica sobre o desenvolvimento do sistema de escrita alfabética nesses indivíduos;descrever se a mediação de atividades de consciência fonológica contribui para o avanço naescrita. A partir de uma abordagem qualitativa, essa investigação foi realizada em uma escolaestadual no município de Sinop/MT. Utilizamos a pesquisa participante, uma vez que opesquisador está inserido no ambiente pesquisado e realizou as intervenções pedagógicas. Osparticipantes da pesquisa são dois estudantes com deficiência intelectual leve (DI), matriculadosnos anos finais do ensino fundamental (7º ano), não alfabetizados, bem como seus responsáveis.A coleta de dados aconteceu por meio de avaliações diagnósticas (inicial e final), intervençõespedagógicas utilizando atividades de consciência fonológica e entrevista com os responsáveis.Para o embasamento teórico, entre os autores utilizados, destacamos: Vygotsky (2003, 2007,2010, 2011, 2022), pioneiro nos estudos sobre os processos de aprendizagem edesenvolvimento de pessoas com deficiência no início do século XX e Magda Soares (2022,2004), teórica que investiga o desenvolvimento da aquisição da escrita em estudantes. Asconsiderações da pesquisa indicam que as intervenções pedagógicas voltadas para a ênciafonológica têm um impacto positivo no desenvolvimento do sistema de escrita alfabética nosparticipantes desta pesquisa. Os resultados apontam que as atividades de consciência fonológicacontribuíram para a melhoria das habilidades de leitura e escrita, proporcionando-lhes odesenvolvimento de competências linguísticas. Além disso, as intervenções foram bemrecebidas e os estudantes com DI demonstraram interesse em participar das atividadespropostas. A fim de difundir o conhecimento produzido nesta pesquisa, como produtoeducacional, desenvolvemos um guia orientativo pedagógico, um marco importante nestetrabalho, que converge teoria e prática em uma abordagem concreta e aplicável. A pesquisa setransforma em ação, tornando-se uma contribuição para a comunidade.Palavras-chave: Inclusão. Práticas pedagógicas. Alfabetização. Consciência fonológica.Deficiência intelectual leve.

Membros da Banca:

Presidente - IVONE JESUS ALEXANDRE - UNEMAT

Membro Interno - LUCIENE NEVES SANTOS - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - EDNEUZA ALVES TRUGILLO - UNEMAT

Data: 28/05/2024 Hora: 09:00

Local: Online pelo Google Meet - meet.google.com/tib-bhkb-kce

Título: Práticas colaborativas entre professores das salas de Atendimento Educacional Especializado e Sala Comum, numa perspectiva da educação inclusiva

Palavras-chave: inclusão; educação; educação infantil; trabalho colaborativo; práticas colaborativas.

Páginas: 123

Resumo: Resumo: A presente pesquisa teve como objetivo estudar e conhecer quais são, e como se dão as práticas colaborativas desenvolvidas entre o professor especialista e o professor da sala comum, para o processo de inclusão escolar do aluno com deficiência. O estudo pautou-se no método de pesquisa qualitativa, com a abordagem de estudo de caso em uma escola da Rede Municipal de Sinop-MT, com turmas de fase I e II, no período matutino. Os participantes da pesquisa foram: um professor especialista que atende na sala de recursos e quatro professores da sala comum que possuem crianças (PAEE) matriculados em sala. As técnicas de pesquisas foram: observação participante, análise documental e entrevistas semiestruturadas. A análise documental, toma as normativas implantadas na educação especial do município, no ano de 2022, para atribuição de aula do professor especialista que atenderá na sala de recursos.  De acordo com a proposta do Mestrado Profissional, o Produto Educacional foi elaborado a partir dos dados coletados e da revisão da Literatura, resultando em um Guia de Orientações sobre a prática colaborativa, elencada através do trabalho colaborativo, cujo objetivo é apresentar e conceituar a proposta do trabalho colaborativo, e proporcionar que os participantes da pesquisa aprofundem o conhecimento a respeito do tema. Em conformidade com a bibliografia de autores que abordam a temática, o guia traz uma breve informação a respeito da proposta do trabalho colaborativo, conforme a Instrução Normativa do Município nº. 002/2022, para que os professores aprimorem o conhecimento e reflitam sobre a proposta. Os resultados apontam que as práticas colaborativas, emergem no contexto de atividades desenvolvidas em conjunto nos espaços escolares, nas observações e discussões sobre os alunos, no acompanhamento do desenvolvimento e aprendizagem, em conversas a respeito do planejamento e estratégias de trabalho. Essas práticas acontecem em sala de aula e se estendem a outros espaços escolares, como o pátio, sala de professores e direção. Os dados apontam, que a colaboração entre os professores, contribuem para que o aluno com deficiência participe e desenvolva as habilidades que possui, o que abrange não só esses alunos, como também os demais alunos da sala, além disso, este trabalho será melhor se for desenvolvido com a presença do outro professor.

Membros da Banca:

Presidente - LUCIO JOSE DUTRA LORD - UNEMAT

Membro Interno - IRENE CARRILLO ROMERO BEBER - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - EDNEUZA ALVES TRUGILLO - UNEMAT

Data: 30/11/2022 Hora: 08:00

Local: Videochamada no Google Meet

Título: FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM HABILIDADES METAFONOLÓGICAS PARA A ALFABETIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA        

Palavras-chave: Alfabetização, Educação Especial, Formação de Professores.

Páginas: 95

Resumo: A alfabetização no Brasil reflete nos resultados de pesquisas, tanto em análises qualitativas quanto em dados quantitativos, uma história repleta de barreiras, em que problemas sociais e políticos contribuem para manter elevados índices de analfabetismo, bem como níveis de leitura aquém do esperado (BRASIL, 2017, 2020). Assim como a alfabetização, se encontra a Educação Especial, que esbarra em grandes empecilhos constituídos historicamente no país. Ainda muito jovem, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva (BRASIL, 2008) tenta reorganizar a estrutura educacional para promover espaços e práticas baseadas nos princípios da inclusão. Pesquisas sobre a alfabetização, e outras que têm se voltado para o estudo das relações entre consciência fonológica e a inserção da criança no mundo da escrita, fizeram parte do constructo teórico, como as contribuições de Ferreiro; Teberosky (1986), Ferreiro (1985), Soares (2003, 2016, 2020), Morais (2012, 215, 2019), Ferraro (2014), Seara; Nunes; Lazzarotto-Volcão (2015), Diniz; Pacheco (2012). Entretanto, ainda há poucos estudos que se referem às habilidades de reflexão fonológica para a alfabetização no Atendimento Educacional Especializado (AEE). Em vista disso, a pesquisa tem o objetivo de investigar as possibilidades formativas de licenciandos em Pedagogia para estudos de habilidades metafonológicas como recurso didático no desenvolvimento do ensino da língua escrita aos estudantes Público Alvo da Educação Especial (PAEE). A pesquisa caracteriza-se como um estudo qualitativo-interpretativista, baseado nos pressupostos da etnografia colaborativa (BORTONI-RICARDO, 2008), os dados foram gerados, primeiramente com o uso de questionários enviados aos participantes de forma virtual, elaborados com os recursos de formulários do google e, em seguida, foi realizado um encontro colaborativo no qual foi realizada a entrevista grupo focal com os licenciandos do curso de Pedagogia da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), câmpus universitário de Sinop, 9 estudantes participaram da pesquisa, todas do gênero feminino. Os dados levantados com os questionários e o encontro se colocaram como fonte fundamental na construção do produto pedagógico que essa pesquisa se ocupou em elaborar, desse modo, as categorizações e análises mostram um sentimento ou percepção de que os estudos em alfabetização, no curso de Pedagogia, se ocuparam, em grande parte, com a composição teórica e pouco com a prática pedagógica, como metodologias de ensino e propostas didáticas. Em relação à educação especial, e mais especificamente inclusiva, as licenciandas apontam que apesar de participarem de estudos e discussões, há a necessidade de aprofundar seus conhecimentos frente aos desafios apresentados na inclusão dos estudantes com deficiência em escolas regulares.

Membros da Banca:

Presidente - ALBINA PEREIRA DE PINHO - UNEMAT

Membro Interno - IVONE JESUS ALEXANDRE - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - EDNEUZA ALVES TRUGILLO -

Data: 27/10/2022 Hora: 08:00

Local: UNEMAT SINOP pelo google meet

Título: O ADOLESCENTE COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA): A UTILIZAÇÃO DE UM APLICATIVO MÓVEL E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA O PROCESSO PEDAGÓGICO

Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista; Tecnologia Assistiva; Inclusão Escolar; Aplicativo Rotina Divertida.

Páginas: 119

Resumo: A presente pesquisa tem como objetivo analisar como a utilização do aplicativo móvel Rotina Divertida contribui para a melhoria organizacional, a autonomia, a interação e a comunicação no processo pedagógico durante a realização das atividades escolares e familiares do aluno com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para o embasamento teórico, entre os autores utilizados, destaca-se: Galvão Filho (2012), APA (2014), Dorvan e Zucker (2017), Schmidt (2018), Georgen (2018), Riesgo (2018), Dias (2021) e Marques e Malheiro (2021). O TEA é considerado um transtorno de desenvolvimento neurológico, pelo qual acomete o comprometimento da linguagem, da interação social e de comportamentos repetitivos, normalmente, percebidos na infância; não existe um consenso para o que ocasiona tal distúrbio. Nesse viés, o ambiente escolar tem o dever de promover, para a criança com TEA, um local propício para o desenvolvimento das interações sociais, da autonomia e da convivência com outras crianças da mesma faixa etária, sendo orientado por profissionais com formação para auxiliar no aprendizado. Dessa forma, a Tecnologia Assistiva (TA) é uma área do conhecimento que visa promover a funcionalidade das atividades diárias para as pessoas com deficiência, um recurso fundamental e eficiente em um sistema educacional inclusivo. Este estudo foi realizado na escola municipal Ivaníra Moreira Junglos no Município de Colíder-MT. Os participantes deste estudo são duas famílias representadas por duas mães, dois alunos com TEA, matriculados no Ensino Fundamental II, com faixa etária entre 14 e 15 anos, e cinco professores que atuam no ensino escolar com os alunos. O período de realização deste estudo ocorreu entre os meses de fevereiro a junho de 2022, no qual os alunos utilizam e fomentam o aplicativo com suas atividades escolares, familiares e sociais, tendo a família como incentivadora e atuante, para que os alunos utilizem o aplicativo tanto no ambiente familiar quanto no escolar. Os resultados deste estudo constataram que o aplicativo Rotina Divertida, pode ser uma ferramenta muito útil para estimulação da autonomia e organização pedagógica dos alunos voltado para o ensino-aprendizagem, seja no ambiente escolar e familiar contribuindo para a formação dos alunos. Através deste estudo foi possível a elaboração de um caderno pedagógico voltado aos professores, as famílias e aos alunos com TEA, no qual traz o aplicativo Rotina Divertida como uma ferramenta a ser explorada suas funcionalidades em vários contextos, educacional, familiar e social.

Membros da Banca:

Presidente - SANDRA LUZIA WROBEL STRAUB - UNEMAT

Membro Interno - CHIARA MARIA SEIDEL LUCIANO DIAS - UNEMAT

Membro Interno - ROBSON ALEX FERREIRA - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - CÍCERA APARECIDA LIMA MALHEIRO - UNIFESP

Data: 21/10/2022 Hora: 14:00

Local: Universidade do Estado de Mato Grosso - Banca virtual

Título: Altas Habilidades/Superdotação: oficinas formativas para identificação destes alunos em uma escola da rede pública de Sorriso-MT

Palavras-chave: Altas Habilidades/Superdotação. Identificação. Inteligência. Criatividade.

Páginas: 95

Resumo: Este trabalho dissertativo tem como objeto a identificação de estudantes com Altas Habilidades/Superdotação no Ensino Fundamental I, com a realização de oficinas formativas para e com professores. A pesquisa realizada se direcionou para as práticas educativas de professores na educação inclusiva, vinculada ao Mestrado Profissional em Educação Inclusiva da Universidade do Estado de Mato Grosso. Cabe justificar que, por meio de debates relacionados à concepção de inteligência e criatividade, os professores não possuem ferramentas teórico-metodológicas que qualifiquem as ações pedagógicas para e com os sujeitos altamente habilidosos e que estão no ambiente escolar. E, pelo desconhecimento das propriedades e das condições educacionais, necessárias para com os estudantes com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD), há uma ausência desse sujeito, mesmo ele estando presente nos espaços escolares, por isso, um sujeito presente-ausente. Esse contexto traduz a invisibilidade do sujeito AH/SD. Para isso, foram realizadas oficinas formativas com professores, também sujeitos da pesquisa, sob dois movimentos: a criação de um espaço de relações formativas para a coleta de dados, sob a dinâmica da pesquisa-ação, e uma ferramenta de formação teórico-metodológica, com base nas concepções das inteligências múltiplas e da teoria dos três anéis. A pesquisa exigiu como técnicas a aplicação de questionários abertos (antes das oficinas e posterior a elas) e a realização de observações livres das atividades para apreender os processos pedagógicos no campo da formação continuada de professores.  As oficinas se mostraram viáveis enquanto um espaço de construção coletiva e também como uma ferramenta mediadora fundamental para elaboração de elementos teórico-metodológicas para a identificação de estudantes com Altas Habilidades/Superdotação. Assim, produziu-se um produto educacional denominado de Caderno Pedagógico, com o propósito subsidiar a formação continuada de professores para o trabalho pedagógico na identificação de AH/SD. Esse caderno pedagógico se construiu, assim, como resultado de diálogos e construção coletiva, um espaço e ferramenta com potencialidade para que os estudantes passem de presente-ausentes para presente-presentes, enquanto sujeito de existência escolar, de direito e de fato.

Membros da Banca:

Presidente - MARION MACHADO CUNHA - UNEMAT

Membro Interno - LUCIO JOSE DUTRA LORD - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - ALMIR ARANTES - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - EDNEUZA ALVES TRUGILLO - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - GIZELI APARECIDA RIBEIRO DE ALENCAR - UEM

Data: 17/10/2022 Hora: 08:30

Local: Universidade do Estado de Mato Grosso - Banca virtual

Título: A TRANSIÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL PARA OS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: FOCO NA CRIANÇA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)

Palavras-chave: Formação Docente; Inclusão Escolar; Política Educacional.

Páginas: 77

Resumo: Este texto dissertativo tem como foco o processo de transição das crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) da educação infantil para os anos iniciais do ensino fundamental da rede pública de Sinop, Mato Grosso. Sendo assim, direcionamos nossas construções teórico e metodológicas para a apreender as ações inclusivas promovidas pelos docentes da sala comum nessas etapas. Para compreender essa realidade, valemo-nos da abordagem da pesquisa qualitativa, com enfoque no Estudo de Caso. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas e observação sistemática. As entrevistas foram realizadas com professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE), docentes da sala comum e gestão de educação infantil e ensino fundamental das unidades escolares da rede pública de Sinop, totalizando oito entrevistas. Foram realizadas observações na sala comum e no AEE destas e, para aprofundar o objeto central da pesquisa, utilizou-se a análise documental e pesquisa bibliográfica a partir de documentos legais e institucionais que subsidiam o AEE das crianças com TEA. A pesquisa abordou aspectos relevantes como características do TEA e o processo de transição da primeira etapa da educação básica para os anos iniciais do ensino fundamental. Na análise de dados abordamos a caracterização das instituições pesquisadas, o processo educativo das crianças com TEA inseridos na educação infantil e no ensino fundamental, apresentando concepções dos docentes e gestores das unidades pesquisadas, seus apontamentos e anseios quando se trata do público-envolvido da educação especial, especificamente, crianças com TEA, considerando suas características e relações pedagógicas A articulação teórica fundamental para análise empírica fundou-se em relacionar o objeto de pesquisa com o conceito do Bem Viver (ACOSTA, 2016), para o qual tem-se uma sinalização prático-histórica de coletividade, isto é, a defesa de uma sociedade por decisões de práticas colaborativas e respeito a diversidade humana. O produto educacional apresentado se dá sob a forma de um caderno pedagógico, disponibilizado por meio eletrônico, com a finalidade de esclarecer dúvidas sobre as características do TEA, envolvendo orientações referentes ao diálogo colaborativo entre as etapas do processo de transição da educação infantil para os anos iniciais do ensino fundamental. Como resultado pesquisa, evidenciou-se que as práticas colaborativas para o processo de transição implicam na construção de ações educativas direcionadas sob dois aspectos: a transição colaborativa dos alunos com do TEA e as relações baseadas em um processo pedagógico enquanto articulação e continuidade na e para a escolarização da criança com TEA.

Membros da Banca:

Presidente - MARION MACHADO CUNHA - UNEMAT

Membro Interno - LUCIO JOSE DUTRA LORD - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - ALMIR ARANTES - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - AUMERI CARLOS BAMPI - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - Anna Augusta Sampaio de Oliveira - UNESP

Data: 14/10/2022 Hora: 13:30

Local: Universidade do Estado de Mato Grosso - Banca virtual

Título: As Práticas Educativas com Estudantes com Deficiência Visual e as Possibilidades de Aprendizagem Ativa nos Contextos de Exclusão 

Palavras-chave: Educação Inclusiva. Educação Especial. Práticas educativas. Formação de Professores. Aluno com deficiência visual. Sujeito Ativo.

Páginas: 99

Resumo: Neste texto de dissertação apresentamos os resultados obtidos através desta pesquisa que se direcionou em problematizar e analisar as práticas pedagógicas e as concepções escolares dos alunos com deficiência visual no Ensino Fundamental I, com discussões relacionadas a inclusão escolar e as ações do professor. Nessa direção, focamos a pesquisa nas/sobre as práticas educativas que são e podem potencializar o aluno com deficiência visual enquanto sujeito ativo do processo de ensino e aprendizagem, considerando o contexto de inclusão escolar e as dimensões pedagógicas da educação especial. Desenvolvemos este estudo em uma escola da rede municipal de Sinop, Mato Grosso (MT). Como opção metodológica optamos pelo estudo de caso em uma abordagem qualitativa, na composição teórica buscamos relacionar nossa proposta de pesquisa ao sujeito de transcendência de Freire (1979), ao sujeito de potencialidades, segundo Vygotsky (2011), a proposta de uma sociedade que busca respeitar a diversidade e leva em consideração os direitos humanos e os direitos da natureza (ACOSTA, 2016), dentre outros autores que contribuem na compreensão do objeto proposto nesta pesquisa. A partir das etapas desenvolvidas no decorrer deste processo investigativo observamos que no campo da educação as práticas educativas inclusivas acontecem de maneira limitada, com metodologias diferenciadas por alguns professores, sendo o Atendimento Educacional Especializado (AEE) mais nítido essa proposta. Compreendemos que diferentes fatores externos, como, social, político, econômico, cultural e histórico influenciam no contexto da educação inclusiva. Assim, da pesquisa, ainda, a proposta do produto educacional se direciona na concretização de um caderno pedagógico para professores, priorizando brevemente uma discussão teórica sobre o a educação inclusiva, o AEE, o aluno com deficiência visual, além de sugestões de atividades que possam ser desenvolvidas com tal público, pautada a partir das contribuições dos alunos participantes da pesquisa.

Membros da Banca:

Presidente - MARION MACHADO CUNHA - UNEMAT

Membro Interno - LUCIO JOSE DUTRA LORD - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - ALMIR ARANTES - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - APARECIDA MEIRE CALEGARI-FALCO - UEM

Membro Externo à Instituição - JAIME JOSE ZITKOSKI - UFRGS

Data: 13/10/2022 Hora: 14:00

Local: Universidade do Estado de Mato Grosso - Banca virtual

Título: O Ensino da Língua Portuguesa como segunda Língua a Estudantes Surdos na Perspectiva do Ensino Colaborativo

Palavras-chave: Inclusão escolar. Surdo. Língua Portuguesa. Ensino colaborativo.

Páginas: 133

Resumo: A Língua Brasileira de Sinais (Libras) e a Língua Portuguesa (LP) se estruturam de maneiras distintas, apresentando, sistemas linguísticos próprios. Baseando-se nessa assertiva, acredita-se que o aprendizado da escrita pelo aluno surdo se torna difícil quando as metodologias se baseiam apenas em práticas voltadas ao aprendizado de alunos ouvintes, cuja escrita a princípio se dá pela combinação grafema-fonema (letra-som). Sendo assim, essa pesquisa tem como principal objetivo analisar e descrever o ensino da Língua Portuguesa como segunda língua a alunos Surdos, na perspectiva do ensino colaborativo, entre os professores da Sala deRecursos Multifuncionais (SRM) e professores do idioma na sala de aula comum, em uma escola da rede estadual do Munícipio de Campo Verde/MT. Este estudo foi realizado por meio da abordagem metodológica qualitativa sob a dinâmica de estudo de caso, tendo como método de coleta de dados a observação em sala de aula, entrevistas semiestruturadas, questionários abertos e encontros presenciais. E teve embasamento nas reflexões e discussões teóricas da pedagogia visual de Campello (2008) e do ensino de LP para Surdos em Quadros (2005; 2004; 2006), e Lacerda (2006; 2012, 2013) e Damázio (2007) e, ainda, nas teorias e práticas colaborativas em Zerbato e Mendes (2018), Vilaronga e Mendes (2014) e Capellini e Zerbato (2019), além de justificar-se nas legislações que tratam da educação de Surdos ou de pessoas com deficiência e no “Orientativo para oferta de serviços da educação especial”, da Secretaria de Estado de Educação do Governo de Mato Grosso (SEDUC/SUDE/MT, 2021). Como proposta do produto educacional será elaborado um caderno pedagógico com afinalidade de contribuir com o professor especialista, atuante na SRM, e com o professor da sala de aula comum. Este será composto de orientações didáticas-pedagógicas para o ensino de LP como segunda língua para estudantes Surdos, enfatizando os benefícios do trabalho em colaboração. Como resultado parcial dessa pesquisa observamos ausência de um trabalho na perspectiva colaborativa entre os professores da SRM e de LP da classe comum e utilização de metodologia de ensino de LP para Surdos, baseada em métodos usados com estudantes ouvintes.

Membros da Banca:

Presidente - MARION MACHADO CUNHA - UNEMAT

Membro Interno - LUCIO JOSE DUTRA LORD - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - ALMIR ARANTES - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - JOSE LUIZ MULLER - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - Lucélia Cardoso Cavalcante Rabelo - UNIFESSPA

Data: 30/09/2022 Hora: 18:00

Local: UNEMAT SINOP pelo google meet

Título: MODELAGEM DE UM APLICATIVO PARA A COLABORAÇÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: ACOMPANHAMENTO E SUPORTE PEDAGÓGICO DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO NO MUNICÍPIO DE SÃO PEDRO DA CIPA/MT

Palavras-chave: Educação Inclusiva; Comunicação; Suporte Pedagógico; Sala de Recursos Multifuncionais; Aplicativo.

Páginas: 207

Resumo: A Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, tem uma grande legislação que a ampara. Porém, observam-se muitos desafios para se estabelecer e  efetivar, dentre eles a interação entre os atores envolvidos, com vista a atender as necessidades dos alunos público-alvo da educação especial (PAEE) e consequentemente, contribuir para a formação em serviço dos professores e a organização do ambiente escolar em uma perspectiva inclusiva. A partir dessa problemática, este estudo, denominado “Modelagem de um aplicativo para a colaboração e gestão da educação inclusiva: acompanhamento e suporte pedagógico das instituições de ensino no município de São Pedro da Cipa/MT”, estabeleceu como objetivo, analisar quais são os entraves na comunicação, colaboração e gestão dos serviços de apoio que dificultam o desenvolvimento pedagógico e o processo de inclusão dos estudantes público-alvo da educação especial e propor o desenvolvimento de um aplicativo para minimizar as dificuldades evidenciadas. Para isso, a metodologia proposta foi o estudo de caso com abordagem qualitativa, sendo proposto, na delimitação da unidade-caso a amostragem de três instituições educacionais públicas existentes no município de São Pedro da Cipa/MT: escola estadual Irmã Miguelina Corso, escola municipal Gessy Antônio da Silva e centro de educação infantil Márcio Alessandro Gomes Machado. Sendo realizadas entrevistas com cinco gestores educacionais, três professores da Sala de Recursos Multifuncionais (SRM), dez professores da sala comum e nove responsáveis de famílias de alunos PAEE das três instituições de ensino pesquisadas. Após essa investigação foi observado que todos os atores ainda sentem dificuldades no processo de educação inclusiva, e, que as principais dificuldades estão relacionadas à comunicação, colaboração e gestão da inclusão escolar.  No estudo de caso realizado no município de São Pedro da Cipa foi possível compreender que a interação no fluxo de informação é uma dificuldade do processo da inclusão. Dentro deste contexto, a conclusiva é que um aplicativo como o apresentado neste estudo, possa sanar a maioria das dificuldades de todos os atores, servindo, inclusive, para além do contexto municipal, mas, tornando-se uma opção para a melhoria da educação nacional já que o aplicativo possibilita que essa interação ocorra em tempo real.

Membros da Banca:

Presidente - SANDRA LUZIA WROBEL STRAUB - UNEMAT

Membro Interno - SUMAYA FERREIRA GUEDES - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - CÍCERA APARECIDA LIMA MALHEIRO - UNIFESP

Data: 29/09/2022 Hora: 14:00

Local: Webconferência via Google Meet

Título: FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES PARA ATENDIMENTO AO ALUNO SURDO NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Palavras-chave: Formação continuada, práticas pedagógicas inclusivas, alunos com surdez, atuação docente, processos inclusivos.

Páginas: 129

Resumo: A necessidade de debates permanentes sobre o tema da formação continuada de professores em uma perspectiva inclusiva tem crescido, nas últimas décadas, principalmente em decorrência das reformas educacionais associadas aos processos de inclusão social em escala nacional e internacional, portanto, torna-se ainda mais importante compreender a confiabilidade de tais debates. Assim, esse trabalho final de conclusão (TFC) faz reflexões sobre a formação continuada de professores que atuam com alunos surdos sob a perspectiva inclusiva e se ela possibilita, significativamente, minimizar práticas pedagógicas excludentes para consolidar, em parte, a inclusão de aluno com surdez. O objetivo geral consistiu em:  Analisar os desdobramentos da proposta de formação continuada de professores nas práticas pedagógicas inclusivas e na atuação docente no contexto de aprendizagem do aluno surdo, sob a perspectiva da educação inclusiva. A fim de elucidar as questões que percorrem essa problemática apresentada, os objetivos específicos visam: a) Compreender as necessidades formativas de professores que atuam no atendimento ao aluno surdo, com vistas à inclusão nos contextos educacionais; b) Propor e desenvolver um projeto de formação continuada de professores a partir da escuta atenta acerca dos desafios que encontram no cotidiano escolar ao atendimento do educando surdo; c) Compreender os desafios e possibilidades encontrados pelos professores no desenvolvimento de estratégias de atendimento ao aluno surdo no processo de ensino e aprendizagem. Esse estudo é de cunho qualitativo e fundamenta-se nos pressupostos da pesquisa colaborativa, instrumentado com observações registradas em um diário de campo a partir de encontros formativos e entrevistas semiestruturadas. Os participantes dessa pesquisa foram professores da rede de ensino do estado do Mato Grosso, atuando na sala comum e atendimento educacional especializado. E dentre esses, foram aplicadas oito entrevistas semiestruturadas às professoras que participaram de todo o percurso investigativo dessa pesquisa. O conjunto de dados que formaliza o corpus de análise permite observar que um dos principais entraves para o processo de inclusão é a sobrecarga de trabalho, demandas profissionais que compõem as principais justificativas de ausência nos encontros formativos. A formação continuada abarcou conhecimentos que deram subsídios para que os professores promovessem melhorias nas práticas pedagógicas no contexto de aprendizagem do aluno com surdez sob a perspectiva de uma educação inclusiva. Sendo elas, estratégias de ensino mediante discussão com seus pares, elaboração de atividades adaptadas, fomentação da cultura surda no ambiente escolar, visão de possibilidades e potencialidades de aprendizagens do sujeito surdo a partir de diálogos coletivos. Os resultados apontam que um dos desdobramentos da formação continuada foi o fato de o professor mudar sua maneira de conceber o aluno com surdez, por isso existem possibilidades de aprendizagens que visem seu desenvolvimento.

Membros da Banca:

Presidente - ALBINA PEREIRA DE PINHO - UNEMAT

Membro Interno - LUCIENE NEVES SANTOS - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - CLAUDIA VIVIEN CARVALHO DE OLIVEIRA SOARES - UESB

Data: 28/09/2022 Hora: 08:00

Local: Webconferência via Google Meet

Título: AS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO ESPECIAL INCLUSIVAS NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

Palavras-chave: Profissionais da educação. Práticas pedagógicas inclusivas. Formação continuada. Educação Especial

Páginas: 113

Resumo: A presente pesquisa teve como objetivo analisar como são desenvolvidas as práticas inclusivas a partir da formação continuada em educação especial para os profissionais da educação, com ênfase no trabalho docente e como isso reflete nas ações pedagógicas promovidas no contexto escolar, sob a perspectiva da diversidade. Dessa forma, o estudo aprofundou-se em questões inerentes a rotina da escola e logística dos processos e projetos que permeiam os espaços escolares, a fim de correlacionar a dinâmica da formação continuada, planejamento e ações inclusivas. Para tanto, foi realizado o estudo bibliográfico sobre a concepção e conceitos de formação continuada, prática educativa e os determinantes internos e externos, educação especial inclusiva e escola e sua função social, apoiados em MAZZOTA, ZERBATO e MENDES, TARDIF, SOUZA, IMBERNÓN e NÓVOA. Dada a particularidade da unidade de análise, a pesquisa caracteriza-se como pesquisa colaborativa (IBIAPINA), pois entendo que a relevância do processo também se dá ao fato de todos se colocarem enquanto aprendizes com valorização dos conhecimentos e desvelamento das situações reais vivenciadas pelos profissionais da educação. A pesquisa ocorreu na EMEB Rodrigo Damasceno, localizada no município de Sinop/MT, na ocasião houve a propositura de um projeto de formação continuada na escola envolvendo todos os segmentos, para tanto, de forma colaborativa foram elencadas temáticas a partir das necessidades e anseios do grupo. O projeto aconteceu com oito encontros presenciais, onde elucidei conceitos e socializamos questões pertinentes ao público alvo da educação especial e processos inclusivos. Para coleta de dados, foi realizado um questionário inicial a fim de levantar as dúvidas, expectativas e perfil dos profissionais para balizar a proposta de formação. Durante os encontros, toda a conjuntura das discussões foi registrada no caderno de campo da formadora-pesquisadora, como também foram realizadas atividades reflexivas e ao término do projeto de formação, foi realizado um questionário para analisar o alcance das ações. O conjunto de dados que formaliza o corpus de análise permite observar que as práticas individualizadas, a sobrecarga de trabalho e ausência de formação continuada com atenção as reais necessidades dos profissionais compõem os principais entreves do processo inclusivo. A formação continuada abarcou conhecimentos que deram subsídios para que os profissionais da educação percebessem na prática, mediante discussão com seus pares, possibilidades de atividades, flexibilização, adaptação curricular e ações que atendam a demanda de seus alunos, o diálogo objetivou a possibilidade da mudança do pensamento coletivo.    

Membros da Banca:

Presidente - ALBINA PEREIRA DE PINHO - UNEMAT

Membro Interno - ELISANGELA DIAS BRUGNERA - UNEMAT

Membro Interno - IRENE CARRILLO ROMERO BEBER - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - JULIANA FREITAG SCHWEIKART - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - CLAUDIA VIVIEN CARVALHO DE OLIVEIRA SOARES - UESB

Data: 22/09/2022 Hora: 14:00

Local: meet.google.com/kji-tkku-aux

Título: UM ESTUDO SOBRE A EXPERIÊNCIA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO MUNICÍPIO DE SANTARÉM-PARÁ

Palavras-chave: Política Nacional de Educação Especial; Educação Básica; Educação Inclusiva; inclusão.

Páginas: 82

Resumo: O crescente ingresso de estudantes com deficiência na Educação Básica pública implica na necessidade de mudanças estruturais, uma vez que não se trata apenas de incluir o aluno no ambiente escolar e sim de garantir o direito de aprendizagem a todos. Desse modo, a presente pesquisa visa contribuir com o tema da Educação Inclusiva, para isso, investiga o percurso histórico do processo de inclusão no município de Santarém - PA. Como objetivo, pretendeu-se refletir sobre as práticas educacionais inclusivas desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Educação (SEMED) de Santarém - PA, desde a implementação da Educação Especial no ano de 1991 na Rede Municipal de Educação até os dias atuais. O estudo foi desenvolvido por meio de abordagens metodológicas qualitativas, com revisão bibliográfica, com estudo documental e legislativo e com coleta de dados primários mediante entrevistas e questionários junto ao coordenador e ex-coordenadores de Educação Especial da Rede Municipal e aos coordenadores pedagógicos e gestores de escolas públicas locais. A sistematização dos dados foi realizada a partir de análise de materiais obtidos e registrados no diário de campo, bem como aqueles produzidos nos questionários, nas entrevistas e nos relatos dos sujeitos da pesquisa. O estudo concluiu que é dever da escola e do Estado fornecer educação para todos, para os alunos com deficiência, é preciso que seja uma Educação Inclusiva, sem segregação, para isso, a escola pode fazer uso de Salas de Recursos Multifuncionais e capacitar seus profissionais para lidar com esse público. No que se refere aos resultados, as análises permitiram traçar uma proposta de produto educacional, o que é um requisito do Mestrado Profissional no qual esta pesquisa se desenvolve. Assim, esse produto visa auxiliar na correção da principal limitação identificada pela pesquisa: o conhecimento parcial de Política Nacional de Educação Especial por parte da gestão municipal de educação e dos demais sujeitos entrevistados.

Membros da Banca:

Presidente - LUCIO JOSE DUTRA LORD - UNEMAT

Membro Interno - SANDRA LUZIA WROBEL STRAUB - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - EDNEUZA ALVES TRUGILLO - UNEMAT

Data: 21/09/2022 Hora: 18:00

Local: Remoto pelo: meet.google.com/whg-mupp-jrp

Título: UM ESTUDO SOBRE A EDUCAÇÃO INCLUSIVA NA FRONTEIRA DO BRASIL COM A BOLÍVIA, REGIÃO DO PANTANAL MATO-GROSSENSE

Palavras-chave: Educação Inclusiva, Biopsicossocial, Educação Especial, Escola do Campo.

Páginas: 163

Resumo: Esta pesquisa tem como proposta, um estudo sobre a Educação Inclusiva na fronteira do Brasil com a Bolívia, região do Pantanal Mato-Grossense, sua finalidade é apresentar os desafios enfrentados por duas escolas públicas do campo localizadas nessa região com relação à efetivação da Educação Inclusiva. A problemática recai sobre o atendimento às necessidades educacionais, vivenciadas nas escolas do campo na região de fronteira, pois, além dos desafios de efetivação de uma Educação Inclusiva de qualidade, somam se a eles problemas de ordem social e geográfica, como a adequação do currículo real ao contexto em que estes educandos se encontram inseridos. Nessa perspectiva, uma abordagem biopsicossocial apresenta-se como a mais adequada, pois permite observar holisticamente a realidade apresentada, bem como suscitar possíveis propostas de intervenção mais assertivas. O período temporal da análise dá-se entre a implantação das escolas no ano de 2001 e a data presente. A metodologia será a revisão da literatura, a análise documental e a coleta de dados primários por meio de entrevistas semiestruturadas. Os dados coletados serão sistematizados, analisados e apresentados de forma qualitativa. Como parte da proposta do Mestrado Profissional, as conclusões devem ser publicadas em artigos e capítulos de livros, e o conhecimento gerado irá subsidiar propostas de intervenção junto da Secretaria Municipal de Educação do município de Cáceres, por meio do produto educacional desenvolvido em conjunto com a pesquisa, que tem por finalidade difundir o conceito e facilitar a aplicação da abordagem biopsicossocial nas escolas alvo.

Membros da Banca:

Presidente - LUCIO JOSE DUTRA LORD - UNEMAT

Membro Interno - SANDRA LUZIA WROBEL STRAUB - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - EVERTON RICARDO DO NASCIMENTO - UNEMAT

Data: 16/09/2022 Hora: 14:00

Local: Online: meet.google.com/wpu-dqtk-uju

Título: A SUBJETIVIDADE NOS ESPAÇOS EDUCACIONAIS INCLUSIVOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O ACOLHIMENTO E A ESCUTA NAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

Palavras-chave: educação inclusiva, formação de professores, educação infantil, práticas de acolhimento.

Páginas: 101

Resumo: Esta pesquisa teve como objetivo analisar o acolhimento das crianças com necessidades educacionais especiais na Educação Infantil  na perspectiva da educação inclusiva, no município de Sinop-MT. Com base em estudos referenciados neste trabalho, que falam sobre a importância do acolhimento e pela carência de estudos nesta área, a pesquisa buscou repensar as concepções e o paradigma da educação especial e da educação inclusiva na Educação Infantil. Mediante investigação sobre o acolhimento no espaço escolar, como prática educativa que articule nos processos de investigação no ensino comum, buscou-se compreender de que forma e se os professores estão sendo preparados para tal ação. Pela revisão bibliográfica observou-se que se faz necessário para os estudos desta área a compreensão dos conceitos de acolhimento e de espaços inclusivos,  o que se realizou neste estudo. Deste modo, compõe a metodologia deste estudo a pesquisa bibliográfica, a revisão da bibliografia, a pesquisa documental e a coleta de dados por meio de questionário. Quanto ao método investigativo, o levantamento dos dados ocorreu através de questionários aplicados aos servidores municipais das instituições mantenedoras. Como parte da proposta do Mestrado Profissional, elaborou-se como produto educacional um Guia de orientações sobre acolhimento, o qual foi delineado de acordo com os dados coletados. O Guia é uma proposta de ação para o acolhimento nas escolas e visa que os professores tenham autonomia e direcionamento para as questões relacionadas ao tema da inclusão. Como resultato, percebeu-se que, na prática, ainda não há uma política municipal com intuito de uma formação de educação inclusiva envolvendo o tema do acolhimento na educação infantil. Dada a relevância do tema, o estudo indica a necessidade de que o acolhimento componha as ações de inclusão no município, a iniciar pela formação continuada dos professores. 

Membros da Banca:

Presidente - LUCIO JOSE DUTRA LORD - UNEMAT

Membro Interno - IRENE CARRILLO ROMERO BEBER - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - EDNEUZA ALVES TRUGILLO - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - GIZELI APARECIDA RIBEIRO DE ALENCAR - UEM

Data: 06/09/2022 Hora: 13:30

Local: UNEMAT SINOP pelo google meet

Título: A TECNOLOGIA ASSISTIVA NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DE ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA VISUAL CEGUEIRA

Palavras-chave: Tecnologia Assistiva; Leitor de Tela; Formação de Professores; Deficiente Visual; Cegueira.

Páginas: 167

Resumo: Sabemos das barreiras enfrentadas pelos estudantes com deficiência visual cegos matriculados na escola regular, principalmente no que diz respeito ao acesso a uma educação de qualidade e pautada na igualdade de oportunidade para todos. O computador equipado com um leitor de tela apresenta-se como uma importante ferramenta, capaz de amenizar tais barreiras, oportunizando ao estudante cego a capacidade de ter acesso aos mesmos conteúdos oferecidos a todos os demais estudantes. Subsidiado por tais afirmações, apresentamos este trabalho como resultado de nossa pesquisa de mestrado em educação inclusiva, ofertado pelo PROFEI. O objetivo foi analisar como ocorre a mediação do processo de ensino-aprendizagem de estudantes com deficiência visual cegos matriculados em escolas estaduais, situadas nos municípios do norte mato-grossense, que estão sob jurisdição da Diretoria Regional de Ensino (DRE) de Alta Floresta, para o uso do computador equipado com programas de leitores de tela, e discutir qual a importância desse conhecimento no processo de ensino-aprendizagem desses estudantes na sala de aula regular. Esta pesquisa é de abordagem qualitativa e exploratória, tendo a pesquisa-ação como método de investigação. Nos repousamos nas pesquisas de Carvalho (2020), Faria (2019), Wandermurem (2016), Petri (2012), entre outros diversos referenciais que tomamos como base teórica para nosso embasamento. A investigação ocorreu em duas escolas do norte mato-grossense, com professores de Sala de Recursos Multifuncionais (SRM), professores de sala regular, gestores e dois estudantes cegos matriculados nessas instituições de ensino. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas, que foram realizadas via Google Meet, gravadas e depois transcritas para interpretação e análise, sendo apresentadas as alocuções dos sujeitos investigados, bem como a análise dos discursos no decorrer dos capítulos deste trabalho. Diante dos dados apresentados, foi possível averiguar que a falta de formação/capacitação dos educadores, tanto da sala regular quanto da SRM, destaca-se como maior obstáculo para a mediação do ensino-aprendizagem para os estudantes cegos nas escolas investigadas. Apresentamos, ainda, no bojo deste trabalho, nossa proposta de formação continuada para professores e familiares, proposto no decorrer da investigação, capacitação esta que, juntamente com o Caderno Pedagógico, também apresentado no conjunto deste trabalho, compõe o produto educacional estabelecido pelo PROFEI como parte das atividades exigidas para a conclusão de curso. E, por fim, apresentamos as considerações sobre os resultados obtidos e o que necessita ser promovido para a efetivação de uma escola acessível, que ofereça oportunidades a todos os seus estudantes de forma equitativa.

Membros da Banca:

Presidente - SANDRA LUZIA WROBEL STRAUB - UNEMAT

Membro Interno - LUCIENE NEVES SANTOS - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - CÍCERA APARECIDA LIMA MALHEIRO - UNIFESP

Data: 25/08/2022 Hora: 14:00

Local: UNEMAT SINOP pelo google meet

Título: GAMIFICAÇÃO NO ENSINO FUNDAMENTAL: METODOLOGIA ATIVA NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA E DA VALORIZAÇÃO DAS POTENCIALIDADES DE TODOS OS ESTUDANTES.  

Palavras-chave: educação inclusiva, gamificação, tecnologia.

Páginas: 143

Resumo: A presente pesquisa teve como objetivo analisar, se o uso das metodologias ativas de aprendizagem, utilizando a gamificação, trabalhando interdisciplinarmente os conteúdos didáticos de português, matemática e arte, é capaz de influenciar positivamente a participação ativa dos estudantes nas aulas e a inclusão de todos os estudantes. Dessa forma, estabeleceu-se como objetivos específicos: identificar o nível de motivação dos estudantes mediante a autonomia; identificar o comprometimento no trabalho colaborativo; verificar se os estudantes a partir da estratégia da gamificação reconhecem os gêneros textuais, bem como a capacidade de utilizá-los no dia a dia; reconhecer se a gamificação como metodologia ativa contribui no processo de construção do ensino-aprendizagem e no desenvolvimento de competências socioemocionais. Assim, iniciou-se o estudo bibliográfico sobre as temáticas metodologias ativas e gamificação como metodologia ativa, apoiados em Alves (2014), Alves (2018), Eugenio (2020), Kapp (2012), Moran (2018). Para tanto, definiu-se o conceito sobre a temática, destacando os principais elementos que estão presentes na gamificação, tais como: avatares, competição, colaboração, níveis, recompensas, feedback, entre outros, que podem ser utilizados para promover o engajamento dos estudantes no alcance de um objetivo. Ainda, visando desenvolver um produto capaz de incentivar a interação e a inclusão de todos os alunos, independente das suas características físicas, sociais ou de gênero, buscando tornar a educação inclusiva, este trabalho se ancora em pesquisadores como Mendes (2001, 2017), Ferreira (2014), Ribeiro (2019). A pesquisa envolve o desenvolvimento de um produto gamificado, tendo a tecnologia como base para fazer pesquisas e produzir trabalhos, sendo o jogo aplicado em três turmas de 5º ano da Escola Estadual Professor Djalma Guilherme da Silva, localizada no município de Sinop/MT. Utilizou-se como base metodológica a pesquisa participante, pois houve interação e envolvimento da pesquisadora com os pesquisados, buscando compreender profundamente os sujeitos da pesquisa. Para viabilizar a análise dos resultados realizou-se a observação das aulas durante a aplicação do jogo, com registros fotográficos, filmagens e entrevista semiestruturada. Conclui-se que a gamificação como metodologia ativa se mostra promissora e contribui no desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem, das competências socioemocionais, fortalecendo o vínculo entre os estudantes e entre os estudantes e os professores contribuindo para uma educação mais inclusiva.          

Membros da Banca:

Presidente - SANDRA LUZIA WROBEL STRAUB - UNEMAT

Membro Interno - ELISANGELA DIAS BRUGNERA - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - EGESLAINE DE NEZ - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - JULIANA FREITAG SCHWEIKART - UNEMAT

Membro Externo à Instituição - CÍCERA APARECIDA LIMA MALHEIRO - UNIFESP

Membro Externo à Instituição - URANDI JOÃO RODRIGUES JUNIOR - UFOPA

Data: 13/07/2022 Hora: 19:00

Local: meet.google.com/pua-bgdp-kzt

Título: Educação Inclusiva e a Gestão Escolar: ações e práticas no processo de inclusão dos estudantes com necessidades educativas especiais

Palavras-chave: Educação Inclusiva, Gestão Escolar, Práticas de Ensino.  

Páginas: 87

Resumo: O presente trabalho analisa as ações e práticas promovidas pela gestão escolar na perspectiva da inclusão dos estudantes com necessidades educativas especiais, a fim de compreender se existem e quais seriam as limitações para que se promova a inclusão desses alunos no ensino regular. A pesquisa qualitativa de abordagem descritiva, e análise de conteúdo, utilizou como instrumento de coleta de dados a entrevista, que seguiu um roteiro semiestruturado para a conversa com seis diretores de escolas da rede estadual de um município norte-mato-grossense, norteada pela questão de pesquisa: Quais as ações e práticas promovidas pela gestão escolar na perspectiva da inclusão dos estudantes com necessidades educativas especiais nas salas do ensino regular das escolas estaduais? Estes instrumentos coletaram dados que permitiram contextualizar a legislação atual sobre políticas para a educação inclusiva, investigar como a gestão escolar se organiza para incluir estudantes com NEE e como realiza este trabalho, verificar, junto aos gestores, quais são os recursos e materiais didático/pedagógicos que a escola recebe ou possui para trabalhar com estes estudantes e detectar se a escola realiza formação continuada dos educadores com vistas à inclusão. A Educação Inclusiva esta pautada nos direitos humanos e, em especial, no direito de todos os alunos se beneficiarem de um ensino de qualidade, tendo como intuito básico, os direitos iguais e sua inclusão social. No cenário educacional atual, o movimento inclusivo já é uma realidade, resultado de um conjunto de leis nacionais e internacionais. Trata-se de um arcabouço legal e normativo que busca alargar o acesso à escola regular e que tem impacto fundamental na educação especial. Na concepção dos diretores entrevistados, o processo de inclusão é permeado de questões complexas e, até o presente momento, não tem atendido integralmente às expectativas do coletivo escolar, das famílias e da sociedade em relação a uma inclusão consistente, ampla e verdadeira. No entanto, em que pesem as dificuldades e limitações, os diretores avaliaram o processo inclusivo como positivo. A partir dos resultados dessas investigações, espera-se contribuir para o avanço do conhecimento científico sobre a temática da Educação Inclusiva e legitimar práticas educativas contextualizadas com a realidade e as demandas das escolas e dos sujeitos que a frequentam.

Membros da Banca:

Presidente - LUCIO JOSE DUTRA LORD - UNEMAT

Membro Interno - MARION MACHADO CUNHA - UNEMAT

Membro Interno - NILCE MARIA DA SILVA - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - JESUINO ARVELINO PINTO - UNEMAT

Membro Externo ao Programa - VANESSA FABIOLA SILVA DE FARIA - UNEMAT